Guerra quer prévia para definir candidato em 2013

Presidente do PSDB, que defende candidatura de Aécio, diz que sigla não pode 'esperar até a última hora' para escolher nome

BRUNO BOGHOSSIAN, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2013 | 02h08

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, defendeu que o partido organize uma prévia entre seus filiados como forma de antecipar a escolha do candidato tucano à Presidência da República na eleição de 2014. Em discurso a militantes da sigla em São Paulo, Guerra afirmou que o processo de definição da candidatura deve ser realizado ainda este ano.

"Temos o desafio de escolher nosso candidato a presidente antes do tempo. Não podemos esperar até a última hora", disse o presidente do PSDB. "Não podemos ter campanha a presidente sem prévias se tivermos outros candidatos", acrescentou.

Guerra e outros líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apoiam a candidatura do senador Aécio Neves (MG) e defendem que a definição de seu nome seja feita o quanto antes, apesar da resistência do grupo ligado ao ex-governador José Serra.

"Eu, pessoalmente, defendo o nome do ex-governador Aécio Neves, que é o mais qualificado neste instante para ser pré-candidato", prosseguiu Guerra. "É preciso renovar os quadros do partido, com novos nomes e novos candidatos. É assim que se constrói a renovação."

Uma eleição interna em 2013 seria uma maneira de antecipar a consolidação de Aécio como candidato, superando divergências dentro da legenda, e de empurrar para a disputa o senador mineiro, que ainda apresenta um discurso tímido como um dos líderes da oposição à presidente Dilma Rousseff (PT).

Tempo. Na avaliação de Guerra, Aécio "sabe o tempo em que tem que assumir" sua candidatura. Espera que seja "em breve, com antecedência para que se tenha tempo de fazer a campanha, construir alianças, fazer o candidato conhecer o Brasil e fazer o Brasil conhecer o candidato".

Em entrevista à revista Veja do último fim de semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), também defendeu as prévias. "Defendo a ideia de que o partido, se tiver mais de um pré-candidato, faça prévias. Elas ajudam a unir , porque não limitam o direito de ninguém de disputar. Aquele que é escolhido tem mais legitimidade e o derrotado tem obrigação moral de apoiá-lo", disse Alckmin, que citou Serra entre os possíveis candidatos.

Aos paulistas, Guerra garantiu que não há divisões no partido. "Não tem essa história de PSDB de São Paulo e de Minas. Tudo isso é falso. São questões inventadas contra nós pelo adversário."

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