Divulgação/Alesp
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Guerra eleitoral em Campinas tem ordem de busca e apreensão em comitê de campanha

Panfletos contra o candidato Dario Saadi (Republicanos) estavam na sede utilizada pelo adversário Rafa Zimbaldi (PL), que diz ter entregue o material antes mesmo que fosse realizada a ação

Claudio Liza Junior / Especial para o Estadão, Campinas

27 de novembro de 2020 | 20h07

CAMPINAS - A juíza da 379ª Zona Eleitoral de Campinas, Renata Manzini, determinou na tarde desta sexta-feira, 27, busca e apreensão de material produzido contra o candidato a prefeito Dário Saadi (Republicanos) no comitê de seu adversário neste segundo turno, Rafa Zimbaldi (PL). 

Um dia antes, a Polícia Militar havia apreendido, no centro da cidade, panfletos que acusam Saadi de envolvimento em negociação de testes de covid-19 ilegais. O candidato não é investigado. O suspeito é um ex-assessor da Secretaria de Esportes, da qual Saadi foi titular. Segundo a juíza, o material descumpre proibição anterior sobre o caso.

A campanha de Zimbaldi diz que não estavam proibidas menções a conversas de Saadi com o ex-assessor e que já entregou o material voluntariamente à Justiça.  

Neste segundo turno, a uma campanha foi marcada por um clima de guerra entre Saadi e  Zimbaldi, que nos últimos dois debates fizeram do palco uma espécie de ringue, com trocas pesadas de acusações e propostas ficando em segundo plano. O clima já vinha se acirrando ao final do primeiro turno, quando ambos foram alvos de impugnação pelo Ministério Público, feitos a partir de denúncias originadas de pessoas ligadas às campanhas. 

 

A batalha prosseguiu com peças publicitárias agressivas nos comerciais de TV e a criação de sites com denúncias, cada um contra seu adversário, e até acusação de machismo. Os dois dizem que só reagiram a ataques. No primeiro turno, Saadi obteve 25,78% dos votos válidos ante 21,86% do adversário.

 

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