Grupo vai investigar crimes da ditadura no Rio

O Ministério Público Federal anunciou ontem a criação do Grupo de Trabalho Justiça e Transição do Rio de Janeiro, que vai investigar violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura e processar criminalmente seus supostos autores.

WILSON TOSTA / RIO, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2012 | 03h02

Criado por orientação da 2.ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, o grupo investigará também crimes acontecidos após a ditadura, como formação de quadrilha, sequestro qualificado e ocultação de cadáver, se envolverem ações para impedir as investigações sobre delitos ocorridos no regime de exceção e cometidos por seus agentes.

A decisão de criar grupos de trabalho foi tomada após a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, que condenou o Brasil por não ter providenciado justiça às vítimas de violações de direitos humanos ocorridas na Guerrilha do Araguaia, nos anos 70. Já foram montados grupos no Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, todos coordenados a partir de Brasília.

O procurador da República Luiz Fernando Lessa, que integra o grupo do Rio, considera prematuro adiantar quais casos serão investigados, mas disse que entre as prioridades estarão desaparecimento e outros crimes registrados no Rio.

Ele explicou que serão aproveitadas apurações já feitas, depoimentos de parentes de vítimas e trabalhos de organizações não governamentais. Além de Lessa, estão à frente do grupo os procuradores Fábio Seghese, Antonio do Passo Cabral e Ana Cláudia Alencar.

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