Grupo protesta contra prisão de manifestantes

Um grupo de 100 pessoas cercou nesta segunda-feira, 9, uma delegacia no centro de Belo Horizonte em protesto contra a prisão dos 15 manifestantes detidos desde os atos do feriado da Independência no sábado na capital mineira. Os presos respondem por crimes de formação de quadrilha, corrupção de menores, dano ao patrimônio, incitação à prática criminosa e também por constituição de milícia privada. Esta prevê reclusão de 4 a 8 anos.

Aline Reskalla e Ricardo Chapola, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2013 | 02h11

O ato desta segunda, realizado em solidariedade aos que foram detidos, obrigou a Polícia Civil a cancelar uma coletiva de imprensa em que explicaria as prisões aos jornalistas. Segundo o delegado Anderson Alcântara, a entrevista foi adiada por questões de segurança. Os manifestantes pediam a libertação dos detidos e acusaram a polícia mineira de praticar exageros.

O delegado disse ainda que não descarta novas prisões. "As investigações continuam, e se verificarmos vínculos entre aqueles que foram liberados e os que tiveram o flagrante ratificado, novas prisões poderão ocorrer", afirmou o policial.

No total, 37 adultos foram presos e 11 adolescentes, apreendidos nos protestos do sábado. Ao lado do delegado Hugo e Silva, que coordenou os trabalhos de Polícia Judiciária no feriado, Alcântara explicou que os demais respondem por crimes de menor importância e já foram liberados.

Em São Paulo, duas pessoas ainda permanecem presas após os protestos de 7 de setembro na cidade, acusadas por tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, os detidos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória no bairro de Belém, na zona leste da cidade. Outros dois foram liberados ontem depois de pagamento de fiança cujo valor a polícia não revelou.

No Rio de Janeiro, onde também ocorreram confrontos entre a polícia e manifestantes no feriado do sábado passado, uma pessoa ainda continua detida. O rapaz foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Outras 19 pessoas, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, foram autuadas e liberadas em seguida.

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