Grupo pede fim da 'corrupção endêmica'

Mulheres paulistanas se reúnem para discutir ações que combatam crimes e punam culpados

O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2011 | 03h02

Um grupo de cerca de 20 mulheres comandado pela psicanalista Maria Cecília de Almeida Parasmo se reuniu ontem em um prédio comercial nos Jardins para discutir "o problema grave da corrupção no Brasil".

"A questão é endêmica no País. E o que a gente vê é em todo canto é muito blá-blá-blá. Ninguém toma nenhuma atitude efetiva", disse Maria Cecília, depois de um introito em que falou de vários períodos da história, do obscurantismo à globalização.

O evento serviu para oficializar a fundação do Grupo Ação pela Cidadania, com o qual as participantes pretendem pressionar as autoridades no combate "urgente" do problema. "Existem muitos inquéritos instaurados, a gente sabe. O que pretendemos é cobrar do procurador-geral no Ministério Público, do presidente da Assembleia Legislativa e do governador rapidez na resolução deles", diz a procuradora Luiza Nagib Eluf, membro da comissão de juristas escolhidos pelo presidente do Senado, José Sarney, para trabalhar no anteprojeto de reforma do Código Penal.

A comissão tem um prazo de 180 dias para realizar a tarefa, mas Luiza diz que já está "prevendo uma medida de prorrogação", dada a complexidade da reforma.

Já o Grupo Ação pela Cidadania procura associar sua luta contra corrupção a investimentos na área da educação, especialmente em creches e instituições voltadas para o acolhimento de deficientes.

A empresária Ana Paula Junqueira, presidente da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra), e Celina Marone, presidente nacional da Associação do Movimento Voto Consciente, falaram sobre a importância de informar à população carente sobre a escolha de candidatos a cargos públicos.

"Não basta eleger uma pessoa correta, se toda a máquina está podre", disse Cecília.

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