Grupo de Serra tenta deter avanço de Aécio sobre cúpula do PSDB

Aliados do ex-candidato a prefeito buscam um nome 'neutro' para emplacar na disputa presidencial em 2014

O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2012 | 02h05

Aliados de José Serra (SP) iniciaram uma campanha para tentar emplacar na presidência do PSDB, no ano que vem, um nome "neutro", que evitaria o avanço do senador Aécio Neves (MG) sobre a cúpula do partido.

Cientes do enfraquecimento de Serra depois da derrota na disputa pela Prefeitura de São Paulo, esses aliados já admitem negociar a indicação de um tucano "independente". Por enquanto, o favorito é o senador Álvaro Dias (PR), que deveria abandonar suas pretensões de se candidatar à Presidência da República para assumir o comando do PSDB.

Uma alternativa é o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, que está em seu segundo mandato e não precisaria disputar uma reeleição em 2014.

Em maio de 2013, a presidência do PSDB terá de ser renovada. O atual presidente, Sérgio Guerra (PE), não pode mais ser reeleito. O novo ocupante do cargo terá como função preparar o partido para a eleição de 2014.

Alguns serristas chegaram a defender o nome do próprio ex-governador paulista ou de um aliado seu, como Aloysio Nunes Ferreira (SP). Sabem, porém, que é grande a resistência do grupo de Aécio, que defende um nome ligado ao mineiro para trabalhar alinhado a ele na corrida pela Presidência.

Aloysio conversou esta semana com líderes tucanos das regiões Norte e Nordeste para convencê-los a aderir ao projeto. Nos próximos meses, deve procurar também aliados de Aécio e o governador Geraldo Alckmin.

Caso o projeto dos serristas para a cúpula do PSDB seja derrotado, o grupo estuda emplacar Serra na presidência do Instituto Teotônio Vilela, núcleo de estudos do partido, que tem orçamento de cerca de R$ 10 milhões por ano. / BRUNO BOGHOSSIAN e J.D.

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