Governos negam critérios políticos

Palácio dos Bandeirantes afirma que critérios usados em reportagem não traduzem padrão de investimentos do Estado

O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2011 | 03h02

O governo estadual criticou a metodologia adotada pelo Estado para avaliar o peso dos critérios partidários na distribuição de recursos públicos.

"O governo do Estado lamenta a escolha do jornal por um critério sem qualquer embasamento científico e que faz um recorte incapaz de traduzir de maneira isenta o padrão de investimentos do Estado nos municípios", disse, em nota, a assessoria de imprensa do governador Geraldo Alckmin.

"Os critérios do governo do Estado para celebração de convênios com municípios são estritamente técnicos. Levam em conta viabilidade orçamentária, necessidade da população e relevância para a região contemplada", acrescentou a nota. "No período citado (de 2009 a 2011), todos os 645 municípios do Estado foram contemplados com convênios."

O Palácio dos Bandeirantes destacou ainda que os convênios são apenas uma parte do total de investimentos realizados nos municípios com recursos estaduais. Programas governamentais que envolvem obras em estradas e instalação de unidades de saúde, por exemplo, não envolvem convênios."

"Todas as regiões também foram contempladas com investimentos diretos do governo em estradas, saúde, educação, ensino profissionalizante, saneamento, entre tantos outros setores, integralmente ignorados pelo jornal."

Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência informou que a presidente Dilma Rousseff estava na Venezuela e orientou o Estado a procurar o Ministério do Planejamento.

O ministério informou que os repasses feitos a prefeituras do PT em São Paulo são compatíveis com o tamanho da população dos respectivos municípios.

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