Governos estaduais também investem na área de informação

Estados firmam acordos milionários com empresas de assessoria de imprensa; 17 deles contam com emissoras estatais de TV

O Estado de S.Paulo

21 Abril 2013 | 02h08

Governos dos Estados mais ricos do País mantêm estruturas de comunicação parecidas com a do governo federal, com assessorias de imprensa terceirizadas e serviços de notícias. Boa parte também dispõe de TVs estatais estaduais - são 16 emissoras do gênero nos 26 Estados do País.

O governo de São Paulo afirma ter contrato de R$ 5 milhões neste ano com a In Press para o serviço de assessoria de imprensa. Não diz, porém, qual o valor gasto pelas secretarias de Estado, que dispõem de acordos com outras empresas terceirizadas do ramo.

A Lua Branca Propaganda é responsável pela produção das notícias do portal do governo na internet. A estrutura que gravita em torno do governador Geraldo Alckmin (PSDB) também produz o programa Conversa com o Governador, distribuído para emissoras de rádio privadas.

São Paulo conta ainda com a maior das TVs públicas estaduais. Controlada pela Fundação Padre Anchieta, a TV Cultura prevê gastar R$ 159 milhões neste ano e conta com 1.140 funcionários.

O governo do Rio tem contrato com a FSB Comunicações de R$ 23 milhões anuais, segundo o Portal de Transparência da Secretaria da Fazenda. O valor inclui os serviços para o governador Sérgio Cabral (PMDB) e para as secretarias. O Rio de Janeiro, porém, não tem TV pública: a TV Educativa com sede no Estado é submetida à TV Brasil.

Em Minas, o governo Antonio Anastasia (PSDB) mantém contrato de R$ 2,2 milhões anuais com a Companhia de Notícias (CDN). Além disso, o Executivo mineiro desembolsa mais R$ 1 milhão à empresa Circuito Integrado para análise de mídia.

O Estado conta ainda com a Fundação TV Minas, com orçamento de R$ 29,7 milhões ao ano e 414 funcionários. O canal reproduz material tanto da TV Brasil quanto da paulista TV Cultura.

Na Bahia, o governo Jaques Wagner (PT) diz contar com apenas dois funcionários para cuidar da assessoria de imprensa de seu gabinete e 48 para cuidar das secretarias. Não tem, informou o governo, nenhum contrato com empresa terceirizada. A TV pública local é a Educativa da Bahia, com orçamento anual de R$ 12 milhões e 172 funcionários.

Pernambuco tem 47 profissionais de imprensa, dos quais 11 trabalham para o governador Eduardo Campos (PSB). O gasto anual é de R$ 1,2 milhão - todos são contratados da administração direta. Criada por lei mas ainda não implementada, a TV pública do Estado não dispõe de quadro funcional. / DANIEL BRAMATTI, WILSON TOSTA, MARCELO PORTELA, TIAGO DÉCIMO e ANGELA LACERDA

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