Governo nega que Delta tenha sido beneficiada

O governo do Distrito Federal e a construtora Delta negaram que o governador Agnelo Queiroz (PT) tenha intercedido para beneficiar a empresa, suspeita de ligação com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2012 | 03h05

O Estado mostrou anteontem que Agnelo, em ofício encaminhado em dezembro de 2010 ao então governador do DF Rogério Rosso, pediu a prorrogação de todos os contratos essenciais. A prorrogação acabou beneficiando a Delta, por ser uma das empresas que detinham contratos com o governo do DF.

"O documento a que a matéria faz referência foi um documento oficial e transparente em que o governador eleito, Agnelo Queiroz, na sua função dentro do governo de transição, pediu à gestão que estava à frente do Governo do Distrito Federal à época que mantivesse a normalidade dos serviços públicos essenciais à população", afirmou o governo em nota. "O documento de forma alguma pedia favorecimento a qualquer empresa."

A Delta também alega que o contrato para a prestação de serviços de limpeza urbana no DF não foi suspenso em 2010. A empresa venceu a licitação para fazer a coleta de lixo em 2007, mas não assumiu os trabalhos porque um dos concorrentes questionou na Justiça a validade dos atestados apresentados pela construtura.

"No dia 11 de dezembro de 2010, e só naquele momento, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal considerou válido o atestado apresentado pela Delta Construção e ordenou que a empresa assumisse o contrato", disse a Delta.

O governo do DF também justificou o aumento no volume de repasses de recursos para a construtora entre 2010 e 2011. "É natural que, em 2011, os valores recebidos pela Delta sejam superiores aos do ano anterior, já que em 2010 ele não estava ainda executando o contrato".

Em 2010, a Delta recebeu R$ 19,4 milhões do GDF. Em 2011, o valor foi de R$ 92,8 milhões.

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