Governo manda cortar o ponto de 11 mil grevistas

Segundo pasta do Planejamento, serão descontados todos os dias não trabalhados; medida não atinge servidores de universidades

Renato Andrade, de O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h02

BRASÍLIA - O governo decidiu cortar o ponto de 11.495 servidores federais que estão em greve. De acordo com o Ministério do Planejamento, serão descontados todos os dias não trabalhados. A decisão terá impacto sobre a folha de pagamento de agosto. No mês passado, o corte atingiu 1.972 grevistas.

Apesar da abertura de negociação com os servidores, o governo já havia deixado claro que iria cortar o ponto dos grevistas. Na segunda-feira, 20, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou o corte do ponto dos agentes da Polícia Federal que faltassem ao trabalho por causa da greve.

Conforme assessores do Planejamento, professores e técnicos administrativos das universidades federais não serão atingidos pelo corte. Neste caso, os grevistas vão repor os dias parados, por isso o governo não aplicou a mesma punição. A lista de cortes inclui representantes de praticamente todos os ministérios.

No final da semana passada, o governo apresentou uma proposta de reajuste para os funcionários públicos, mas não conseguiu pôr um ponto final às paralisações. A proposta prevê um aumento salarial de até 15,8%, a ser pago de forma escalonada até 2015. A medida foi considerada insuficiente pelos grevistas.

Protestos. Nessa terça, 21, houve novos protestos de servidores federais. Agentes da Polícia Rodoviária Federal com funções de chefia entregaram simbolicamente seus cargos à Superintendência do Rio. Em Salvador, fiscais do Ministério da Agricultura distribuíram oito toneladas de arroz e feijão. Nos aeroportos de Congonhas (SP), Confins (BH) e JK (Brasília), policiais federais fizeram passeatas e apitaços. / COLABORARAM TIAGO DÉCIMO E ANTÔNIO PITA

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