O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2013 | 02h04

Geraldo Alckmin decidiu deixar guardados dentro do Palácio dos Bandeirantes todos os diagnósticos jurídicos de que há fundamentos para tirar o mandato de vice-governador de Guilherme Afif Domingos. Sua gestão também evitou influenciar a discussão do assunto na Assembleia Legislativa, apesar de seu governo ter maioria na Casa. A entrevista em que Afif reclama de sua demissão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico estava na primeira página do resumo do noticiário que foi entregue a Alckmin na manhã de ontem, mas ele se recusou a responder publicamente ao vice quando foi abordado por repórteres durante um evento oficial em Taubaté.

O governo tenta ficar de fora da briga com Afif, pois teme que ele possa se transformar em uma "vítima" da administração estadual caso os tucanos tomem qualquer providência para tirá-lo do cargo de vice-governador. Por isso, o Palácio dos Bandeirantes evita elaborar um parecer formal que respalde esse movimento, e fica afastado do processo que corre na Assembleia Legislativa para tirar seu mandato.

As últimas declarações de Afif sobre falhas em um programa do governo do Estado, no entanto, irritaram a cúpula do governo. Alckmin decidiu ficar calado, mas deixou a resposta a cargo de um funcionário de segundo escalão - o secretário adjunto Luiz Carlos Quadrelli.

O governador tenta equilibrar sua irritação e o ônus político de um embate com seu ex-companheiro de chapa. Enquanto isso, Alckmin torce para que o próprio Afif sofra um desgaste ao acumular os cargos de ministro e vice-governador - já que foi eleito em São Paulo, mas dá expediente em Brasília.

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