Governo diz que tem interesse em esclarecer o caso

O Palácio dos Bandeirantes informou, em nota, que "documento apresentado pela reportagem (do Estado) revela comunicação entre empresas privadas, sem participação de servidor público estadual" e que o governo paulista "tem total interesse no esclarecimento destas denúncias e, confirmado o cartel, pedirá a punição dos envolvidos e o ressarcimento de perdas aos cofres públicos".

Bruno Ribeiro, Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2013 | 10h56

Na nota, o governo tucano informa que, por decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi lançado o programa TranSParência, um órgão formado por representantes de entidades e organizações da sociedade civil, para acompanhar as investigações sobre o caso, que em São Paulo estão sendo conduzidas pela Corregedoria-Geral da Administração.

O Estado procurou por Mário Bandeira e Jurandir Fernandes na Secretaria dos Transportes Metropolitanos. A assessoria informou que o posicionamento deles seria dado pelo Palácio dos Bandeirantes.

A Siemens, por sua vez, emitiu uma nota na sexta-feira em que "vem a público refutar quaisquer acusações que não sejam baseadas em provas validadas por órgãos oficiais competentes e que denigram a imagem, seja da empresa, de governos, partidos políticos, pessoas públicas ou privadas, ou qualquer integrante da sociedade".

O texto, assinado pelo novo presidente, Paulo Stark, diz que a empresa tem conhecimento das investigações em curso e não confirma ter negociado o acordo de delação premiada com o Cade que permitiu que a investigação tivesse início.

Na nota, a empresa afirma ainda que, desde 2007, estabeleceu um sistema de Compliance (integridade e obediência às leis) "para detectar, remediar e prevenir práticas ilícitas que porventura tenham sido executadas, estimuladas ou toleradas por colaboradores e chefias da Siemens em qualquer lugar do mundo. Trata-se de um compromisso inegociável, que assumimos mundialmente, de eliminar tais condutas e que nos coloca na vanguarda da mudança que todos querem para a sociedade". As demais empresas citadas na mensagem informam que colaboram com as autoridades.

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