Governo diz que mudou programa após denúncias

O Ministério do Esporte informou ontem que o Programa Segundo Tempo foi reformulado na gestão do ministro Aldo Rebelo (PC do B-SP), que assumiu no fim do ano passado, após a série de denúncias que derrubou o antecessor, Orlando Silva, também filiado ao partido.

O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2012 | 02h06

A pasta não respondeu a questionamentos do Estado, enviados na terça e na quarta-feira por e-mail. Tampouco prestou esclarecimentos sobre as irregularidades nos convênios, firmados nas gestões de Orlando e de Agnelo Queiroz (PT-DF), filiado ao PC do B quando ministro. Informou apenas que, sob o comando de Rebelo, uma das medidas adotadas para "melhorar o controle e a eficiência na execução de recursos" foi "não celebrar mais parcerias com ONGs". "Nenhum tipo de pagamento ao Instituto Contato foi feito desde que Rebelo assumiu", diz o ministério.

Segundo o Esporte, o convênio de 2010 foi analisado por força-tarefa - iniciada como reação às denúncias publicadas na imprensa -, que detectou irregularidades. "A entidade foi inscrita como inadimplente. O ministério optou pela rescisão do convênio (em fase final de tramitação) e solicitação de tomada de contas especial pelo Tribunal de Contas da União", acrescenta a nota.

O Instituto Contato não se pronunciou. Desde 9 de novembro, o Estado vem tentando contato com José Renato Fernandez Rocha. Ele chegou a atender a uma chamada e ouviu que seria mencionado em reportagem que o citaria por contas das denúncias de João Machado. Rocha pediu para ser procurado mais tarde, mas não atendeu mais às ligações ou recados.

O dono da Guarani, Marco Fernando Luiz, sustenta que os produtos da empresa são exclusivos, o que justifica a contratação por inexigibilidade, e nega ter havido sobrepreço. Segundo ele, os produtos foram vendidos à ONG a valores mais baixos do que a outros clientes da mesma época. O Estado não localizou responsáveis pelas outras empresas subcontratadas. / F.F. e A.J.

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