Governo classifica relato como 'descabido'

A assessoria do governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou, em nota, que o tucano "sempre recebeu jornalistas em seu escritório, entre eles o sr. Luiz Carlos Bordoni" e que "os temas das conversas sempre se referiam aos temas políticos da época", mas afirmou que o pagamento relatado por Bordoni é "descabido".

O Estado de S.Paulo

05 Junho 2012 | 03h17

A nota diz ainda que "o governador jamais fez e não faz pagamentos a quem quer que seja". O governo de Goiás explica que no escritório político "não existia copa, apenas uma cozinha, que se situava distante da sala usada pelo governador". Em outro trecho, afirma que "na sala de despachos do governador não havia frigobar".

A nota sustenta também que Jayme Rincón, então tesoureiro de Perillo e hoje presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), "jamais fez qualquer tipo de pagamento ao sr. Bordoni".

A mesma versão é apresentada pelo assessor especial do governador, Lúcio Fiúza.

"O sr. Lúcio Fiúza informa que não recebeu o sr. Bordoni em sua casa. Em nenhuma época fez pagamentos em dinheiro vivo ou em qualquer outra forma ao sr. Bordoni."

Programas de rádio. No documento, o governo voltou a declarar que o comitê financeiro de campanha de Perillo pagou à empresa Art Mídia, à qual o jornalista se associou para elaborar os programas de rádio, o valor de R$ 33,3 mil, "mediante a apresentação de nota fiscal eletrônica AIDF 109002/2010, relativa aos serviços de áudio prestados à campanha pelo sr. Luiz Carlos Bordoni".

Finalizando, o documento afirma que o pagamento, segundo a assessoria de imprensa do governador Perillo, "foi devidamente declarado na prestação de contas à Justiça Eleitoral pelo comitê financeiro". / F. G.

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