Governo amplia liberação de áreas para reforma agrária a dez dias do 1º turno

Na quinta, governo divulgou que liberaria 44 mil hectares, mas decreto publicado nesta sexta afirma que serão liberados 64,3 mil hectares

Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 11h53

Brasília - O Palácio do Planalto decidiu liberar 64,3 mil hectares para a reforma agrária faltando dez dias para o primeiro turno da disputa presidencial, na qual a presidente Dilma Rousseff busca a reeleição. A decisão foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União por meio de portarias assinadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Na noite de quinta, o MDA divulgou nota à imprensa comunicando que a liberação seria de 44 mil hectares, mas o Ministério decidiu turbinar o volume de terra depois do comunicado formal de sua assessoria.

A decisão anunciada nesta sexta beneficia cerca de 1,6 mil famílias em 12 Estados e o Distrito Federal, com terras que serão repassadas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a criação de 33 assentamentos. As terras têm origem em desapropriações, repasses de propriedades da União e terrenos comprados pelo governo para a reforma.

O repasse atende a reivindicação de movimentos sociais que criticam a lentidão da instalação de assentamentos pelo governo. Dilma liberou 1,9 milhão de hectares para a reforma agrária, em 2011, segundo o Incra. O número caiu para 315 mil hectares, em 2013, irritando os sem-terra.

A insatisfação dos movimentos sociais levou Dilma a iniciar uma ofensiva para evitar a perda de votos dos sem-terra para a oponente Marina Silva (PSB). A liberação dos 64 mil hectares é o terceiro gesto da presidente à reforma agrária em menos de um mês. Em agosto, o Palácio do Planalto liberou 93,7 mil hectares em nove Estados. Foram duas liberações de terra que atingiram o equivalente a 30% do total de 2013. 

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