Governo afirma que informações serão abertas após análise

Responsável pelo setor de pesquisas no Planalto assegura que todos os dados serão divulgados 3 meses após sondagem

O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2013 | 03h11

O responsável pela área de pesquisas de opinião pública da Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência, Wladimir Gramacho, afirma que o governo não faz pesquisas de cunho eleitoral, embora admita que resultados das pesquisas possam servir para o processo.

"Claro que há informações que servem aos dois cenários. A presidente é a própria candidata, não dá para separar isso. Mas o governo pode ser tanto acusado de algo que serve para fins eleitorais como de não fazer pesquisa e conduzir uma agenda desconectada da população", diz Gramacho. Segundo ele, o sigilo das informações "é praxe" de pesquisas com governo ou com setor privado. "Cabe ao contratante a decisão de divulgar o conteúdo. Nunca ao prestador de serviços."

Ele diz que a Secom irá divulgar todas as pesquisas realizadas, mas que isso só ocorrerá "quando o processo administrativo estiver concluído, os dados checados e as informações circuladas internamente". O prazo, segundo ele, é de três meses a partir da entrega ao governo dos relatórios das pesquisas feitas pelo instituto. "Queremos garantir que o governo tenha o mínimo de tempo para reagir e responder às pesquisas. Vamos divulgar a cada trimestre. Todos terão acesso aos relatórios. O que a gente quer é sistematizar com precisão e ver em que medida o governo vai ter capacidade de organizar uma resposta. É o tempo de o governo receber o dado ver se o dado esta certo, ter tempo de processar estatisticamente."

Segundo Gramacho, há total transparência no formato adotado. "Todos nossos contratos e editais são públicos e estão no site da Secom. O governo Lula foi o primeiro a fazer licitação para isso. Antes os governos faziam pesquisas, mas ninguém sabia como", justifica.

Já se passaram mais de três meses das primeiras pesquisas, feitas no final de junho e início de julho, e o material ainda não foi divulgado. Gramacho afirma que isso se deve ao fato de ser a primeira vez em que se organiza esse material.

O governo, enfatiza, só usa as pesquisas para dialogar com a população. "Não faz sentido medir intenção de voto ou qualquer aspecto eleitoral." / C.J.

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