Governador não se arrepende de apoio ao PT

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse nessa segunda-feira, 30, que não se arrepende de ter feito parte da base aliada dos governos petistas na última década, mas que o seu partido teve de entregar os cargos na administração federal para poder "discutir o Brasil com liberdade". "O nosso partido não se arrepende de ter participado desses dez anos de governo do PT. Mas se arrependeria se, agora, fizesse de conta que está tudo bem, que não há problemas", disse ontem durante seminário promovido pela revista Exame.

Gustavo Porto e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2013 | 02h08

Campos defendeu que a questão brasileira é "mais complexa" que a simples bipolarização entre PT e PSDB. A frase foi uma reação à nota do PT da semana passada, segundo a qual a eleição presidencial seria centrada nos dois partidos.

O governador afirmou também que a "política precisa melhorar o Brasil", com mais gestão. Além disso, disse ser preciso que as discussões para melhorar o Brasil prossigam para que as medidas de longo prazo sejam tomadas. "É preciso pensar o País além da eleição de 2014; é preciso pensar para as próximas décadas", concluiu.

Sem arrependimentos. Campos evitou responder ao governador do Ceará, Cid Gomes, que o acusou de ter puxado o seu tapete no partido: "O assunto é página virada, não faremos mais debates sobre isso". Ele disse ainda não ter compromisso agendado com a presidente Dilma nesta semana.

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