Governador diz que não vê problema se reeleição for extinta

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem não ver "nenhum problema" na aprovação do fim da possibilidade de reeleição no Brasil, e se disse contrário ao aumento do atual tempo de quatro anos de mandato. Ele, contudo, opinou que a instituição da reeleição é recente em termos históricos, e avaliou que talvez ainda não haja tempo suficiente para avaliar seus benefícios.

O Estado de S.Paulo

29 Junho 2013 | 02h06

Partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff sugerem que o tema seja um dos itens incluídos no plebiscito que o governo pretende fazer sobre a reforma política. Assim como a presidente Dilma Rousseff no plano federal, Alckmin também é provável candidato à reeleição ao governo do Estado em 2014.

"(No Brasil) Nós somos às vezes mudancistas. Tivemos quantas reeleições? No caso de eleição para presidente, só o Fernando Henrique e o Lula. Não sei se já deu tempo pra gente avaliar, maturar os prós e os contras", disse ontem durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes na qual anunciou o corte de gastos de custeio. "Essa é uma questão em aberto. Não vejo nenhum problema se aprovar o fim da reeleição. O que sou contra é querer aumentar mandato. Nas democracias modernas as consultas são mais periódicas. Não é bom ter mandato de seis, sete anos. Acho que deve ser de quatro anos".

Alckmin lembrou que muitas das reformas no sistema político-eleitoral podem ser feitas por legislação ordinária, como mudanças no horário eleitoral, e mudanças nos formatos de coligações partidárias. O governador disse também ser necessário "reduzir essa proliferação de partidos estimulados com dinheiro público na veia". "(Hoje) Criou partido, dinheiro público direto". criticou. / FERNANDO GALLO

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