Governador devolve afago e fala em 'agronegócio sustentável'

Eduardo Campos defendeu nessa segunda-feira, 28, uma aproximação com o agronegócio, mas sem desagradar a nova aliada Marina Silva. "Não temos nenhum preconceito com quem vive no campo, quem produz no campo. Pelo contrário. Vemos a necessidade dessa aproximação. O agronegócio é responsável por 25% do PIB, por 25% do emprego. Nós queremos fazer isso com sustentabilidade, porque o mundo também não está querendo comprar absolutamente nada de quem não respeite esses valores", disse o governador.

Isadora Peron e Lilian Venturini, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2013 | 02h10

Campos defendeu que já há tecnologias para aumentar a produção sem prejudicar o meio ambiente e que esse é o debate que precisa ser feito em 2014. Na semana passada, ele esteve na casa do ex-ministro Roberto Rodrigues, titular da Agricultura no governo Lula, para tentar evitar que o agronegócio se afaste de sua candidatura.

A preocupação dele é que a fama de "radical" de Marina nas questões ligadas à defesa do meio ambiente afaste o setor. O pé atrás dos ruralistas aumentou depois que Marina vetou a aliança de Campos com o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), um dos principais expoentes da bancada que defende o agronegócio.

Apesar do conflito, Campos afirmou que a aliança com Marina fez com que eles "ganhassem 2013" e vai permitir que vençam "o debate de 2014".

No fim de 2012 e início deste ano, quando questionado sobre a eleição presidencial, Campos costumava dizer que o desafio da presidente Dilma Rousseff (PT), de quem era aliado, seria "ganhar 2013" para evitar sobressaltos na economia em 2014. Ontem, mandou um recado: "Nós ganhamos 2013. Na medida que muitos pensavam que iam nos aniquilar, nós ganhamos o jogo. Esse processo que hoje (ontem) estamos inaugurando vai nos permitir vencer o debate de 2014, e mais que vencer o debate, espero que tenhamos as condições de fazer o povo brasileiro vencer em 2015".

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