Governador de PE diz que pretende ajudar Dilma após eleições

Eduardo Campos (PSB) afirma que 'desmontará palanque' para auxiliar Planalto a aprovar planos como o de royalties do petróleo

Eduardo Bresciani, enviado especial

18 de outubro de 2012 | 19h46

SÃO LUÍS - O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, procurou nesta quinta-feira, 18, minimizar as disputas com o PT nas eleições municipais e afirmou que, após este período, pretende "desmontar o palanque" e ajudar a presidente Dilmar Rousseff a governar. Campos está em São Luís (MA), onde participou de uma caminhada com o candidato Edivaldo Holanda Júnior (PTC) que enfrenta o tucano João Castelo no segundo turno. Pesquisa Ibope encomendada pela TV Mirante e divulgada nesta quinta-feira mostra Holanda Júnior com 10 pontos porcentuais sobre Castelo.

"Encerrada a eleição, vamos desmontar o palanque e ajudar a presidente Dilma a governar o Brasil", disse o presidente do PSB. "Claro que eleições mais acirradas deixam mais sequelas, mas tem gente que cuida disso e olha pra trás e gente, como nós, que olha pra frente. A pauta do povo não é a briga dos políticos. Quem fica nessa briga perde as próximas eleições", completou.

O PSB e o PT já travaram no primeiro turno disputas diretas em Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), as duas vencidas pela legenda de Campos. No segundo turno, os partidos estão em lados opostos em cidades como Fortaleza (CE) e Campinas (SP). Os partidos estão juntos em São Paulo, mas Campos participou de apenas um evento na cidade, ainda no primeiro turno. O governador de Pernambuco disse que não falou mais com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde este evento, mas afirma não haver dificuldade de relacionamento entre os dois.

O bom desempenho eleitoral do PSB e a desenvoltura com que Campos tem desfilado por diversos palanques país afora tem levado a especulações de que o governador de Pernambuco pudesse antecipar para 2014 o projeto de disputar a Presidência da República. Ele, porém, evita o tema: "O PSB é um partido em crescimento. Estivemos junto com Lula e estamos com Dilma. Nosso papel é ajudar a presidente Dilma. Para 2014, nenhum partido tem condições de dizer o que vai fazer. Essa definição dependerá da conjuntura."

O presidente do PSB afirmou que, após as eleições, é preciso direcionar o foco para questões como a nova distribuição dos recursos dos royalties do petróleo e a nova fórmula de cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Disse ser necessário ainda manter a atenção em relação à crise econômica internacional e que é preciso buscar uma forma de socorrer os municípios que estão com problemas de receita.

Novela. Em Salvador, a Justiça Eleitoral proibiu o PT de retransmitir, por telões, qualquer cena do último capítulo da novela "Avenida Brasil", da Rede Globo, nesta sexta-feira (19), no comício em que o candidato Nelson Pelegrino (PT) exibirá aos eleitores o seu maior cabo eleitoral, Dilma Rousseff, em comício marcado para o bairro de Cajazeiras.

Os telões seriam instalados pelo PT para que o final da novela pudesse ser mostrado também aos eleitores do populoso bairro de Cajazeiras (cerca de 650 mil habitantes) que não conseguissem voltar para casa a tempo de ver o confronto final entre as protagonistas Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella).

A decisão que proibiu a exibição da novela no comício de Pelegrino foi tomada pela juíza eleitoral Ana Conceição Guimarães Ferreira em ação movida pela coligação que apoia o candidato Antonio Carlos Magalhães Neto, do DEM. Na ação, com pedido de liminar, os advogados de ACM Neto alegaram que a exibição da novela caracterizaria um "showmício", o que é proibido pela Lei Eleitoral.

A magistrada concordou. E ainda determinou às Polícias Militar e Federal que compareçam ao comício de Pelegrino e da presidente da República para verificar se a proibição não está sendo desobedecida. Caso seja constatado que algum aparelho está exibindo o último capítulo da novela, este deverá ser lacrado e apreendido. E a coligação de Pelegrino multada.

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