Washington Alves / Estadão
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Governado pelo Novo, MG não consegue atrair candidatos a prefeito pela sigla

Em Belo Horizonte, até agora ninguém se apresentou para entrar no processo seletivo para disputar a Prefeitura

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2019 | 11h00

O rigoroso processo seletivo criado pelo partido Novo para aceitar filiados e escolher seus candidatos impede que a legenda cresça de forma consistente nas eleições de 2020 e amplie sua capilaridade no País. O caso mais emblemático é o de Minas Gerais.

Contrariando a tradição de governadores que se esforçam para eleger o maior número de prefeitos e assim fortalecer sua base, o Novo terá apenas 5 postulantes no Estado, que tem 853 municípios. O diretório estadual ainda tenta convencer o nacional a ampliar para 19 candidaturas.

Único governador eleito pelo Novo e principal liderança do partido, Romeu Zema terá uma base pequena de prefeitos aliados em Minas.

Na capital, Belo Horizonte, até agora ninguém se apresentou para entrar no processo seletivo para disputar a prefeitura - que consiste em preencher formulários, ser sabatinado por um headhunter e, na última etapa, ser entrevistado pelo diretório nacional, que dá a palavra final.

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O estatuto prevê que podem lançar candidatos os diretórios municipais que tenham mais de 150 filiados adimplentes, ou seja, que estejam em dia com a mensalidade de R$ 30 por mês. Cada diretório precisa ter, ainda, um caixa operacional de R$ 60 mil oriundos de recursos próprios.

Segundo Ubiratan Guimarães, coordenador do processo seletivo do Novo, a ideia é que o partido cresça de forma “sustentável”. “Nosso projeto é de longo prazo, sem atalhos. Escolhemos as grandes cidades para expandir a marca do partido”, disse ele ao Estado.  

Além disso, na avaliação de Ubiratan, o Novo enfrenta problemas "geográficos". "O Novo ainda é um partido pequeno e sem os recursos do fundo partidário.” Foi uma opção da sigla abrir mão dos recursos públicos.

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No plano nacional, o Novo deve ter candidatos a prefeito em apenas 53 cidades. O perfil majoritário é de empresários ou lideranças sem passado partidário. A tese da sigla é de que qualidade é melhor que quantidade.

São Paulo

Amigo do governador João Doria (PSDB), o médico Claudio Lottenberg, presidente do conselho de administração da companhia multinacional UnitedHealth e ex-presidente do Hospital Albert Einstein, deu entrada na semana passada no processo de filiação do Novo para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2020.

A notícia, antecipada pela coluna Direto da Fonte, ampliou a disputa interna pela vaga na legenda fundada pelo ex-presidenciável João Amoêdo. Depois de fazer sua inscrição e ser sabatinado por um headhunter, Lottenberg será entrevistado pelo diretório nacional do Novo.

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Além dele, outros três nomes já se apresentaram e finalizaram o processo: o presidente do Fundo Social de Solidariedade do governo paulista, Filipe Sabará, e os empresários Diogo da Luz e Emerson Capaz. Nesse cenário, o governador tucano tem dois nomes em sua área de influência: Lottenberg e Sabará, que foi secretário de Doria na Prefeitura.

Reservadamente, dirigentes e parlamentares do Novo avaliam que Lottenberg é o nome com melhor potencial eleitoral para disputar os votos de centro e da direita na eleição de 2020. Procurado, o médico não respondeu aos contatos da reportagem.

Só na capital paulista, o Novo registrou 52 inscritos para o processo de seleção na primeira fase.

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