GERALDO BUBNIAK/AGB
GERALDO BUBNIAK/AGB

Gleisi se diz confiante e não comenta possível derrota

'A expectativa é de virada', disse a presidente do PT; governador reeleito da Bahia, Rui Costa disse que 'a história fará o julgamento de cada um daqueles que preferem se omitir' e Humberto Costa fala em "evitar o pior"

Katna Baran, Yuri Silva e Kleber Nunes, CURITIBA/SALVADOR/RECIFE

28 de outubro de 2018 | 11h56

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, votou na manhã deste domingo, 28, em um clube na capital do Paraná, Curitiba. Ela afirmou que está confiante na vitória do partido nas urnas nessas eleições, com o presidenciável Fernando Haddad (PT). Questionada sobre a posição da sigla no caso de derrota, disse que não trabalha com essa possibilidade.

“A expectativa é de que a gente faça a virada. O crescimento nos últimos dias foi muito expressivo, a adesão da sociedade à candidatura, terminamos a campanha nas ruas, ao lado do povo, que é a nossa missão. A gente faz essa virada, para o bem do Brasil, da democracia, para que a gente não tenha um governo que coloque a perder tudo o que conquistamos na Constituição de 1988”, declarou Gleisi, que se elegeu deputada federal em 2018.

Ela comentou os apoios recebidos por Haddad nos dias que antecederam as eleições, como do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Acho que são todos apoios que tem a ver com a democracia no País, são pessoas que não são do nosso campo político, têm críticas ao PT, à candidatura, mas têm a consciência do que está em jogo no País, a defesa da democracia”, disse.

Sobre a falta de apoio de Ciro Gomes (PDT), Gleisi se limitou a dizer que “cada um tem a sua consciência”.

Julgamento

O candidato do PDT também foi alvo de manifestação do governador reeleito da Bahia, Rui Costa (PT) Em Salvador, ele afirmou que "a história fará o julgamento de cada um daqueles que preferem se omitir". 

"Àqueles que preferem se omitir, a história fará o julgamento de cada um deles. Eu prefiro, nesse momento, reconhecer quem teve vontade e coragem de se posicionar", afirmou Rui Costa, citando artistas como Maria Bethânia e Caetano Veloso, além de Joaquim Barbosa e Janot.

Defensor na pré-campanha de um apoio do PT à candidatura de Ciro, mesma posição defendida à época pelo seu padrinho político, o ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner, o atual governador baiano evitou citar nominalmente o ex-ministro e evadiu de comentários diretos ao ser questionado na saída da sessão eleitoral.

Ele chegou para votar por volta de 10h30, no Colégio Estadual Duque de Caxias, no bairro da Liberdade, periferia de Salvador. Fez selfies e abraçou eleitores. Vestia uma camisa branca com a frase "Meu coração é do bem" e tinha estrelas vermelhas do PT coladas no peito. O local, com aglomeração inferior à registrada no primeiro turno, recebeu também correligionários do petista, que demorou cerca de 10 minutos para depositar seu voto na urna. Na primeira etapa da eleição, as filas provocadas pelo uso da biometria fizeram Costa ficar mais de uma hora esperando em sua sessão eleitoral.

Na chegada, eleitores gritavam contra Jair Bolsonaro, candidato do PSL. "É caixa 2, é fake news, ô Bolsonaro sua casa vai cair" era um dos gritos. Também houve coro de "Brasil urgente, Haddad presidente". Muitos eleitores foram votar com um livro nas mãos. O bairro da Liberdade, o mais negro da capital baiana, e berço dos blocos afros mais tradicionais da capital, como o Ilê Aiyê, é reduto do PT.

A aposentada Eunice Costa, 73 anos, foi votar vestida de vermelho e com o livro A Ditadura Envergonhada, de Élio Gaspari, nas mãos. "Espero terminar esse dia com o grito de 'salve a democracia'. Sei discernir pessoas desequilibradas de gente normal e não gosto de quem foge das situações", afirmou, sobre o capitão reformado do Exército. Encontrar eleitores de Bolsonaro no local, dominado pelo petismo, era tarefa difícel.

Virada

Em Pernambuco, o senador reeleito e líder da oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT), votou em uma escola pública na zona sul do Recife e se disse otimista com a vitória de Haddad.

“O evento que fizemos essa semana no Recife foi o maior evento da política do nosso Estado. Tivemos grandes mobilizações em São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa e Salvador e o sentimento das ruas é de virada. Vamos evitar o pior, que seria a eleição de Bolsonaro", afirmou à imprensa.

Depois de votar, Costa seguiu para São Paulo onde se encontrará com Haddad para acompanhar a apuração dos votos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.