Gestão teve atuação anticartel, afirma Serra

Desde que a licitação da CPTM virou alvo de investigação, o ex-governador José Serra (PSDB) tem dado declarações enfáticas em defesa do procedimento. Serra sustenta que foi uma verdadeira ação anticartel, de defesa do Estado e da população de São Paulo, segundo sua assessoria. O ex-governador aponta economia de pelo menos R$ 200 milhões para os cofres públicos. Ele considera que prevaleceram a concorrência e os preços baixos.

O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2013 | 02h08

Sobre o capital integralizado da CAF, o ex-governador assinala que tanto a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis (Fipecafi) como o Banco Mundial não fizeram objeções e aprovaram as condições. Observa que se houve pressão do então secretário Luiz Portella ele estava correto, pois queria impedir atraso na entrega dos trens.

Portella negou que tenha acuado a Siemens. "Não houve nenhuma pressão. A CAF ganhou a licitação pelo menor preço. A licitação foi absolutamente regular. Há preocupação natural de quem está no governo para que as licitações transcorram corretamente e no prazo."

O ex-secretário falou sobre a suposta proposta de subfornecimento à Siemens. "Eu me lembro que ele (Nelson Marchetti) pediu audiência para conversar. As empresas conversam o tempo todo com a Secretaria, Não é irregular. Quando estão litigando, conversam. A Siemens foi até o final. Não houve chantagem do governo. A subcontratação era legal, mas dependia do Banco Mundial. Processo juridicamente perfeito."

O ex-vice-secretário dos Transportes, João Paulo Lopes, declarou. "Nunca fizemos pressão, até porque esse assunto não era conduzido por nós na secretaria, e sim pelas companhias (Metrô e CPTM)."

O advogado Luiz Eduardo Serra Neto, que representa Sérgio Avelleda, destacou que ele depôs à promotoria como testemunha. "O promotor perguntou se tinha havido pressão. Ele disse que não. Conhece as pessoas, mas relatou que os contatos eram pela necessidade normal de atender interessados na licitação. A empresa (Siemens) estava perdendo na Justiça, não era necessário qualquer tipo de pressão", pondera Serra Neto.

A Alstom nega veementemente "que combinação de preços ou concorrência desleal sejam práticas da empresa". O diretor Luís Ferrari, citado por Nelson Marchetti à PF, "trabalha dentro das práticas legais". A assessoria da CAF não foi localizada. / F.M. e F.G.

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