Gestão de Pinheiro na Petros foi investigada pelas CPIs no Congresso

Wagner Pinheiro depôs sobre aumento dos investimentos do fundo de pensão no Rural e no BMG; ele nega irregularidades

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2012 | 03h06

Ex-chefe da Petros, o fundo de pensões dos funcionários da Petrobrás, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, teve sua gestão investigada pelas CPIs dos Correios e do mensalão. Nesta última, Pinheiro prestou depoimento. Os fundos de pensão foram apontados na época como um dos possíveis "caixas" do esquema de compra de apoio político ao governo Lula. Em relação à Petros, o relatório da CPI dos Correios questionava o crescimento exponencial dos investimentos do fundo nos bancos Rural e BMG, fontes dos empréstimos supostamente fictícios ao PT e empresas do operador do esquema, Marcos Valério Fernandes de Souza.

O nome de Pinheiro é citado seis vezes no relatório final. O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) pediu que o Ministério Público continuasse a investigar possíveis irregularidades. Fora o incremento de aplicações em bancos do esquema, o petista também teve de explicar a contratação, pela Petros, de algumas empresas, entre elas a Globalprev, que pertenceu ao ex-ministro Luiz Gushiken.

'Critérios técnicos'. Questionado, Pinheiro informou que compareceu voluntariamente à CPI do mensalão e que as conclusões da comissão - controlada pelo governo - não trouxeram "nada de desabonador". Ele alega que dez fundos de pensão foram investigados pela CPI dos Correios e que o relatório final não apontou irregularidades.

"Quanto aos investimentos em fundos dos bancos citados, obedeceram a critérios técnicos e foram aprovados por todas as instâncias decisórias da entidade", acrescentou, em nota.

O presidente dos Correios sustenta que a contratação de empresas, entre elas a Globalprev, ocorreu de forma regular: "Os processos de contratação e os próprios contratos foram analisados pela subcomissão de fundos de pensão da CPMI dos Correios, que concluiu que não havia irregularidades. A conclusão foi de que a Petros possuía um sistema interno de controle capaz de garantir credibilidade à sua gestão". / F.F. e E.B.

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