JF DIÓRIO /ESTADÃO
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Gestão de Haddad é alvo no primeiro debate em SP

Em evento da TV Bandeirantes, candidatos à Prefeitura concentram críticas ao prefeito petista, que tenta a reeleição; líder nas pesquisas, Russomanno é poupado

Pedro Venceslau, Ricardo Galhardo e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

23 Agosto 2016 | 00h46

Candidato à reeleição, o prefeito Fernando Haddad (PT) foi o principal alvo do primeiro debate da corrida eleitoral pela Prefeitura de São Paulo, promovido pela TV Bandeirantes na noite desta segunda-feira, 22. Bandeiras da gestão do petista, como a redução de velocidade nas vias da cidade, a criação de unidades de saúde para atendimento de especialidades e o programa De Braços Abertos, voltado para usuários de crack, foram criticadas durante o encontro. 

Os ataques mais contundentes partiram do candidato tucano, João Doria, que procurou associar escândalos de corrupção ao prefeito e a Marta Suplicy (PMDB), que deixou o PT no ano passado. 

A estratégia de Doria – que adotou um vestuário menos formal em relação aos adversários, sem gravata – ficou evidente logo em sua primeira fala, quando citou o ex-marqueteiro do PT, João Santana, “que está preso”. A menção mais direta à Operação Lava Jato, no entanto, foi feita por Major Olímpio (SD). “O senhor não justificou de onde veio o dinheiro da sua campanha”, afirmou o candidato ao questionar Haddad. Santana, responsável pela propaganda da campanha que elegeu o petista em 2012, admitiu ter recebido via caixa 2 da campanha de Dilma Rousseff em 2010. 

“Eu sou um professor universitário, minha mulher é professora universitária e moro na mesma casa de sempre. Aqui se combateu a corrupção como em nenhum momento na história da cidade”, respondeu o petista. “Em todas as instituições têm maus elementos. O PMDB da Marta tem vários acusados de corrupção. O PSDB do Doria tem acusado de corrupção. E o seu partido nem vou comentar.”

A participação de Major Olímpio no debate chamou a atenção de adversários, que sugeriram uma “dobradinha” com o candidato tucano. “Ele preservou o Doria”, disse o presidente municipal do PT, Paulo Fiorilo.

Líder. Ao focar os ataques em Haddad – que tem 7% das intenções de voto no Ibope –, o líder nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), foi poupado pelos adversários.

Nas oportunidades que teve, também elegeu Haddad como alvo. Entre as poucas críticas, contestou os números de redução de mortes após os novos limites de velocidade nas vias da cidade. “Ele não precisa atacar ninguém. O que estou vendo é uma briga pelo segundo turno”, disse o deputado Gilberto Nascimento (PRB-SP), um dos coordenadores de campanha de Russomanno.

Transporte. O tema transporte esteve entre as discussões em quase todos os blocos do programa. As faixas de ônibus criadas na gestão de Haddad foi um dos pontos mais abordados.

Ao ser questionado sobre sua intenção de rever faixas de ônibus, Doria atacou a falta de planejamento. “Vamos reestudar algumas (faixas de ônibus). Como a da (Avenida) Giovanni Gronchi. Estudar, porque é algo que vocês não fazem. Vocês geralmente fazem malfeito”, disse o candidato tucano.

As vias exclusivas também motivaram embate entre Haddad e Marta. O petista, que fez parte da gestão da ex-prefeita, citou a criação de 400 km de faixas exclusivas na sua gestão. A peemedebista rebateu dizendo que, se eleita, fará seis corredores para ônibus “concretados”, incluindo um que ligaria a zona norte à zona sul da cidade. 

Marta ainda rebateu as críticas de Doria sobre a criação de taxas durante a sua gestão como prefeita, que ela admite ter sido um erro. “Foi um erro ter criado essa taxa. Além de aprender com erro, tem que ter humildade de pedir desculpas”, disse a candidata do PMDB, que ainda atacou a falta de experiência do tucano. “São Paulo não é um reality show.”

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