Ciete Silverio/Divulgação/Campanha Geraldo Alckimin
Ciete Silverio/Divulgação/Campanha Geraldo Alckimin

'Geraldo Alckmin é a terceira via', diz Ana Amélia

Declaração de candidata a vice vai na contramão do histórico do PSDB em disputas presidenciais - desde 1994, tucanos polarizam disputa com o PT

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2018 | 12h09

Em um debate entre vices na corrida presidencial das eleições 2018, a candidata Ana Amélia (PP), da chapa de Geraldo Alckmin (PSDB), buscou emplacar a candidatura tucana como a terceira via de uma disputa que tem como líderes das pesquisas o candidato Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

"Geraldo Alckmin é a terceira via, pelo seu poder moderador, pela convergência ao centro", disse a vice do tucano, em debate organizado por UOL, Folha de S.Paulo e SBT. "Os desafios para 2019 são gigantescos e, sem essa capacidade de articulação [de Alckmin], o que nos espera é uma situação bastante complicada", disse Ana Amélia.

A declaração de Ana Amélia, posicionando Alckmin como a terceira via, vai na contramão do histórico do PSDB em disputas presidenciais. Desde 1994, o partido tem polarizado com PT, sempre ficando em primeiro ou segundo lugar.

Ana Amélia evitou falar em um cenário de segundo turno sem a presença do tucano, apesar do candidato não ter conseguido se aproximar da segunda colocação, hoje ocupada por Haddad. Ela minimizou as pesquisas e considerou que a campanha ainda está em aberto.

"O segundo turno não está definido, só será definido no dia 7 de outubro. Não trabalhamos com essa hipótese [estar fora do segundo turno]. Se as pesquisas definissem a eleição, nós apenas consultaríamos Datafolha e Ibope", disse a candidata, após ter questionada sobre quem a chapa apoiaria em um eventual segundo turno entre Haddad e Bolsonaro.

A vice de Alckmin, que pouco falou sobre Bolsonaro, preferiu mirar seus ataques no PT. Após a vice de Haddad afirmar que o juiz Sergio Moro tem motivações políticas, Ana Amélia disse que esta afirmação era preocupante, porque coloca em risco as investigações em caso de vitória do PT. "Eu temo pelo futuro da Lava Jato, a depender do resultado da eleição", disse.

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