Gastos sociais viabilizam crescimento, diz governo

Secretário afirma que cidades beneficiadas pelo Bolsa Família são as que mais registram aumento do trabalho formal

O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2013 | 02h07

No Ministério do Desenvolvimento Social, o titular da Secretaria Extraordinária para a Superação da Extrema Pobreza, Tiago Falcão, diz que qualquer resultado na área dos programas sociais do governo deve ser analisado de maneira global, com a combinação de diversas variantes. "Os gastos sociais acabam viabilizando o crescimento econômico. Guaribas tem um taxa de crescimento maior do que a do Piauí, o Estado que mais cresceu no País nos últimos anos", afirma.

Os municípios mais beneficiados pelo Bolsa Família são os que mais registram elevações no nível de trabalho formal, segundo o secretário. Ele discorda da tese de que os Estados mais ricos acabaram sendo mais beneficiados pelo impacto do fortalecimento do salário mínimo: "Essa avaliação é reducionista, não leva em conta o movimento mais amplo. A verdade é que houve uma queda na desigualdade entre as regiões mais ricas e as mais pobres".

Ele observa que os diferentes órgãos do governo trabalham de forma organizada para garantir avanços nos bolsões de maior pobreza: "Com mais recursos para as escolas e a contratação de professores, em Guaribas o aproveitamento escolar das crianças está entre os maiores do País. No conjunto, 94% das crianças de famílias com o Bolsa Família têm um acompanhamento mensal de sua vida escolar".

Evasão escolar. Indicadores oficiais também dão conta de que a taxa de evasão escolar nas áreas do programa é menor que a nacional. Segundo Falcão, nos municípios em que a economia rural tem maior peso, o governo está investindo na assistência técnica, no estímulo à produção por meio da compra direta, distribuição de sementes, extensão da rede de energia elétrica, construção de cisternas no semiárido.

O Programa Brasil Sem Miséria, lançado em junho de 2011 pela presidente Dilma Rousseff, surgiu justamente para aperfeiçoar o formato do atendimento às famílias mais necessitadas, segundo o secretário. Ele também enfatiza que o governo mantém um programa de qualificação profissional para os beneficiários do Bolsa Família, o Pronatec: "No ano passado foram registradas 260 mil matrículas, principalmente nas maiores cidades. É uma oportunidade de qualificação profissional que nunca havia sido oferecida a essa população, sob o argumento de que não havia interesse".

O secretário também contesta a ideia de que o governo não tem uma política industrial acoplada ao investimento social: "Quem prestar atenção nos pronunciamentos do ministro Guido Mantega, verá que ele diz que o governo trabalha de maneira integral as questões econômicas e sociais. Esse é o desafio"./ R.A.

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