DANIEL TEIXEIRA/Estadão
DANIEL TEIXEIRA/Estadão

Gasto está relacionado à perspectiva de poder, diz Paulo Skaf

PMDB estimou as despesas para a campanha em torno de R$95 mi

Valmar Hupsel Filho , O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2014 | 15h16

O candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf (PMDB), relacionou neste sábado, 5, sua perspectiva de gastos de campanha, a maior entre seus concorrentes, com a possibilidade real de disputar o segundo turno das eleições este ano. "Em 2010 eu estava vindo pela primeira vez um partido pequeno, com um minuto de televisão, com possibilidades muito limitadas e expectativa muito remota de segundo turno", disse ele, em visita ao Festival do Japão, Centro de Exposição de Imigrantes. 

O peemedebista estimou despesas para a campanha deste ano em torno de R$95 milhões. Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, estipulou teto de R$ 92 milhões e Alexandre Padilha (PT), R$ 90 milhões. "Você fazer uma previsão é uma coisa, o que não significa que vai gastar. Em 2010 quem menos gastou fui eu", disse. 

Desconhecido por cerca de 60% do eleitorado paulista, mas dono do maior tempo de TV no horário eleitoral gratuito, Skaf afirmou que pretende tornar-se conhecido apresentando "ideias novas, novos caminhos e soluções para o Estado". 

"São Paulo há 20 anos vem sendo governado pelas mesmas pessoas com a mesma visão mesmo jeito de fazer as coisas e o que é importante é que os problemas acabam ficando os mesmos. O que é necessários é uma visão nova , um jeito diferente de tratar as coisas, para se ter um resultados concretos", disse. 

O peermedebista disse que pretende conquistar o eleitorado do interior do estado apresentando-se como alternativa às candidaturas petistas e tucanas. "O eleitor do interior não é muito simpático ao PT e por isso acaba votando no PSDB por eliminação. Faz 20 anos que o eleitor de SP tem votado por eliminação", disse. 

"Quando o eleitor de São Paulo souber que há uma opção as coisas podem mudar significativamente", completou. 

Skaf estava acompanhado do candidato ao Senado Gilberto Kassab (PSD) na primeira aparição pública dos dois juntos após a oficialização da aliança. O ex-prefeito de São Paulo disse não ve problema em concorrer diretamente com o ex-governador José Serra (PSDB), seu aliado.

Questionado se ele via a candidatura de Serra como uma traição política, ele disse que o tucano tem todo o direito de concorrer. "De maneira alguma. Ele tem todo direito de lançar candidatura. Desejo que ele tenha boa sorte e vou cuidar da minha campanha". 

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