Garotinho causa baixa em equipe de Maia

Homofobia e religião viraram tema de debate na campanha à Prefeitura do Rio neste fim de semana. Um vídeo do ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR) no programa eleitoral de Rodrigo Maia (DEM) provocou a renúncia do coordenador do programa de governo da chapa, Marcelo Garcia.

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2012 | 03h09

Na gravação, veiculada na noite de sexta-feira, Garotinho critica o prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), por tentar agradar aos gays e aos evangélicos ao mesmo tempo. Após a exibição das declarações do ex-governador, que é pai da candidata a vice na chapa, Clarissa Garotinho (PR), Garcia enviou uma carta a Rodrigo comunicando a sua saída.

"Foram 47 segundos do Garotinho usando o programa eleitoral, que deveria apresentar propostas para a cidade, para jogar gay contra evangélico. Se eu ficasse, estaria caminhando para a lama que o Garotinho convive há muito tempo", disse, ontem, Garcia.

O ex-coordenador foi secretário municipal de Assistência Social em duas gestões do ex-prefeito Cesar Maia (DEM), pai de Rodrigo, nas quais desenvolveu políticas e projetos em favor e para proteger os homossexuais. "Minha família é toda evangélica. Meu irmão é pastor. A minha convivência com a minha família é totalmente saudável. Não existe ódio por eu ser homossexual."

"Não critiquei os gays. Eu critiquei o prefeito", disse o ex-governador ao Estado. Por e-mail, Cesar Maia classificou a renúncia de Garcia como "ridícula". Em entrevista ontem à Rede Globo, Rodrigo disse que seu ex-coordenador sempre soube que seu partido era conservador.

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