Gabrielli evita fazer novos comentários

Atual secretário de Planejamento do governo da Bahia, o ex-presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que não faria mais comentários sobre a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas.

Tiago Décimo / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2014 | 02h04

Gabrielli comandava a estatal petrolífera brasileira à época da aprovação, pelo conselho da empresa, da aquisição da unidade de refino norte-americana.

Segundo a assessoria de imprensa do petista, Gabrielli disse ontem que quem deveria se pronunciar sobre o tema é a atual direção da Petrobrás e que seu posicionamento sobre a negociação já é conhecido.

O ex-presidente da estatal defende a aquisição da unidade, com base nos mesmos argumentos que apresentou a parlamentares em uma audiência no Senado, em agosto do ano passado. Na época, ele declarou que a negociação foi feita a partir de análises técnicas, seguindo o plano de negócios da Petrobrás, que previa a expansão da capacidade de refino da empresa no exterior. "Não há nenhum equívoco, nenhum problema", afirmou aos senadores que o chamaram para explicar o negócio.

O problema da unidade de Pasadena é que ela não está adaptada para lidar com o tipo de petróleo extraído pela estatal brasileira, que é pesado. A refinaria norte-americana não tinha na época da compra pela Petrobrás - e continua não tendo - os equipamentos necessários para lidar com esse tipo de óleo.

De acordo com ele, a negociação foi "adequada" para os parâmetros de quando foi realizada, antes da descoberta do pré-sal brasileiro (em 2007) e da crise econômica mundial de 2008. "Na realidade do mundo pré-2008, foi um negócio adequado. Hoje a situação é completamente diferente", afirmou Gabrielli aos senadores em agosto, citando que o crescimento do mercado interno fez com que houvesse necessidade de mais refinarias no País.

Procurado pela reportagem, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que à época da compra da refinaria integrava o Conselho de Administração da Petrobrás, não respondeu ontem aos pedidos de entrevista feitos pelo Estado.

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