Gabeira diz que há demanda turística para circuito de funk

Candidato também disse ser defensor da liberdade religiosa e afirmou não ter problemas com as igrejas

Adriana Chiarini, da Agência Estado

26 de agosto de 2008 | 13h39

O candidato a prefeito do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV) disse em sabatina promovida pelo Grupo Estado que quer "colocar em debate a posição do funk". Os bailes do ritmo musical nas favelas cariocas são tidos como locais de tráfico de drogas. "Estamos jogando esses meninos para o controle dos traficantes de drogas, quando existe uma demanda turística mesmo de conhecer o circuito de funk carioca", afirmou. De acordo com ele, "hoje a posição em relação ao funk é equivocada". Ele pretende, se eleito, organizar e dar outro tratamento para os artistas e fãs de funk. "A idéia da cidade partida precisa ser combatida com a idéia de que a cidade precisa se unir e a cultura é fundamental nesse sentido", afirmou. O vídeo do debate pode ser visto  na TV Estadão (clique aqui).   Veja também: Especial: Perfil de Fernando Gabeira   Gabeira afirma que violência inibe o crescimento do Rio Gabeira diz que não se deve permitir crescimento de favelas Maia agiu com falta de compaixão durante epidemia, diz Gabeira As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro    Gabeira, que historicamente defendeu a legalização da maconha, voltou a falar do assunto. Comentou que, em outros países, essa legalização permitiu liberar a polícia para tratar de outros assuntos considerados mais graves. Disse também que na Holanda não há uma liberalização geral e que tudo o que se passa nos coffee-shops onde as drogas são vendidas é filmado e há fiscalização.   O candidato também disse ser defensor da liberdade religiosa e afirmou não ter problemas com as diferentes igrejas. "O peso da Igreja Católica ou de qualquer igreja torna-se decisivo quando você desrespeita a religião. A religião católica nunca prejudicou minha campanha, nem os evangélicos", afirmou. Ele lembrou, porém, do ex-deputado Bispo Rodrigues, envolvido nos escândalos de corrupção do Mensalão e dos Sanguessugas, para dizer que o único problema que teve com os evangélicos foi ter sido relator da CPI dos Sanguessugas em que pesavam acusações contra evangélicos.   Gabeira dedicou os momentos finais da sabatina de hoje à educação. Entre outras propostas, disse que acabaria com a aprovação automática, o que também foi defendido pelos demais candidatos que já passaram pela série de Sabatinas do Grupo Estado - Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT) e Eduardo Paes (PMDB).     Outras sabatinas   O evento faz parte da série promovida pelo Grupo Estado com candidatos a prefeito no Rio e em São Paulo, com transmissão ao vivo pela TV Estadão. Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT) e Eduardo Paes (PMDB) já participaram da sabatina. Na quarta-feira, a candidata do DEM à Prefeitura do Rio, Solange Amaral, vai expor seus planos. Na quinta e sexta-feira, participarão Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B).   Em São Paulo, de 1º a 5 de setembro, serão sabatinados, no auditório do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). O evento acaba dia 8, com Ivan Valente (PSOL). O horário é o mesmo do Rio, das 11 às 13 horas. Informações e inscrições no http://www.estadao.com.br/sabatinas/home.htm

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