Gabeira afirma que violência inibe o crescimento do Rio

Candidato do PV à Prefeitura do Rio falou sobre suas propostas durante sabatina promovida pelo 'Grupo Estado'

Adriana Chiarini, da Agência Estado

26 de agosto de 2008 | 12h37

A questão da segurança é a mais importante do ponto de vista estratégico para a cidade do Rio de Janeiro e, apesar de não ser uma responsabilidade do município, é fundamental que a prefeitura trate dela, defendeu o entrevistado desta terça-feira, 26, na série de sabatinas do Grupo Estado com candidatos a prefeito do Rio, Fernando Gabeira  (PV). De acordo com ele, tratar de segurança na campanha para prefeito não é demagogia. "Segurança é uma questão vital. Se não resolver o problema da segurança, não vai gerir a cidade adequadamente. Como pode haver uma cidade em que o prefeito não pode entrar em determinadas áreas?", disse ele. Para ele, "a violência passa a ser um processo que inibe o crescimento e tem que ser enfrentado". O vídeo do debate pode ser visto  na TV Estadão (clique aqui).     Veja também: Especial: Perfil de Fernando Gabeira   Para Gabeira, segurança é estratégica e saúde é 'emergencial' PT era melhor na oposição do que PSDB, diz Gabeira Gabeira diz que não se deve permitir crescimento de favelas Maia agiu com falta de compaixão durante epidemia, diz Gabeira As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro      Gabeira considera "equivocada" a política de segurança atual, que, lembrou, é baseada no confronto. "O confronto deve ser só um elemento", disse. "Às vezes, o confronto pode existir. Mas não é o principal. Se você quer libertar uma comunidade e mata duas ou três pessoas com bala perdida, a operação fracassou", disse ele, para quem a maioria das operações policiais no Rio "é fracassada". Para o candidato, uma reforma adequada da polícia, que depende do governo do Estado, dependerá da Força Nacional e do Exército, "para cobrir a própria reação que virá da polícia".   Gabeira defendeu o uso da inteligência, a disponibilização de informações da prefeitura para as polícias estaduais e federais, a presença das três esferas do governo nas áreas carentes e lembrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) federal tem essa filosofia da presença. Também disse querer utilizar um princípio do programa Tolerância Zero, usado em Nova York, de que o que for quebrado deve ser consertado e que áreas sujas atraem delinqüentes. Para Gabeira, "o Rio é uma cidade suja". Ele defendeu melhor limpeza, iluminação e sinalização. Ele foi contra a adoção do Tolerância Zero completo no Rio, argumentando que certos aspectos do programa como algumas detenções e prisões podem ser inadequadas para a cidade.   No caso dos moradores de rua, Gabeira entende que o melhor modelo é o das Casas de Passagem, em que os moradores de rua podem ir para tomar banho, alimentar-se e conversar. Segundo Gabeira, a partir desses contatos se pode reintegrar essas pessoas à sociedade, procurar trabalho para elas ou ajudá-las a voltar para suas cidades de origem. De acordo com ele, a tática atual da prefeitura "é errada" e consiste em levar as pessoas de rua para determinadas instituições que elas não gostam, por isso voltam para as ruas. Gabeira disse ainda que Bogotá, na Colômbia, e Nova York, nos EUA, conseguiram controlar os problemas sérios que tiveram com a criminalidade em boa parte porque a segurança nesses locais era atribuição das cidades. Outras sabatinas   O evento faz parte da série promovida pelo Grupo Estado com candidatos a prefeito no Rio e em São Paulo, com transmissão ao vivo pela TV Estadão. Marcelo Crivella (PRB), Alessandro Molon (PT) e Eduardo Paes (PMDB) já participaram da sabatina. Na quarta-feira, a candidata do DEM à Prefeitura do Rio, Solange Amaral, vai expor seus planos. Na quinta e sexta-feira, participarão Chico Alencar (PSOL) e Jandira Feghali (PC do B).   Em São Paulo, de 1º a 5 de setembro, serão sabatinados, no auditório do Grupo Estado, Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Gilberto Kassab (DEM), Paulo Maluf (PP) e Soninha Francine (PPS). O evento acaba dia 8, com Ivan Valente (PSOL). O horário é o mesmo do Rio, das 11 às 13 horas. Informações e inscrições no http://www.estadao.com.br/sabatinas/home.htm

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