'Fui eleito pelo voto do povo e do colegiado'

Fazendo um desafio aos líderes partidários da Câmara dos Deputados, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou ontem que não renuncia "de jeito nenhum". O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), convidou o deputado a participar de uma reunião na próxima semana para discutir sua permanência no comando da Comissão de Direitos Humanos.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2013 | 02h02

O líder do PSC, André Moura (SE), diz que o encontro servirá apenas para que Feliciano explique suas razões para continuar e pediu que sejam feitos questionamentos ao PT por ter indicado dois condenados para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - os deputados João Paulo Cunha e José Genoino, ambos eleitos por São Paulo.

O convite a Feliciano foi a saída encontrada por Alves para mostrar ao parlamentar que a pressão por sua renúncia não se restringe aos constantes protestos realizados na Câmara e nas capitais do País. O pastor, porém, minimizou a pressão e disse que não cogita deixar o cargo.

"Não renuncio de jeito nenhum. O que os líderes podem fazer com a minha vida? Eu fui eleito pelo voto popular e pelo voto do colegiado", disse Feliciano aos jornalistas.

Após o PSC ter decidido dar sustentação ao pastor, o líder do partido foi ao plenário para defendê-lo. André Moura pediu que a Casa dê condições para que Feliciano possa comandar a comissão e considerou "irrevogável" a posição do partido de apoiá-lo. O líder do PSC aproveitou a oportunidade para fazer ataques ao PT, partido ao qual pertencem alguns dos deputados que atuam na área e são críticos à escolha de Feliciano.

"O que me chama mais a atenção são os deputados do PT que vêm aqui criticar a Comissão de Direitos Humanos. Já que são tão moralistas, por que não serem moralistas, por exemplo, com a Comissão de Constituição e Justiça? Por que não pegar um espelho e olhar para si mesmos e perguntar: por que o PT indica para a Comissão de Constituição e Justiça dois mensaleiros condenados pela mais alta Corte deste País, o STF?", questionou Moura.

José Genoino e João Paulo Cunha fazem parte da CCJ por indicação do PT. Ambos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a penas de prisão e perda de mandatos, mas aguardam a publicação do acórdão para recorrer. O cumprimento das sentenças só começaria após a análise desses recursos. / V.M. e E.B.

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