Frejat vota no DF e diz que espera 'empatar e vencer por idade'

Atrás nas pesquisas, candidato do PR faz referência à legislação eleitoral, que prevê que o mais velho vença em caso de empate

João Villaverde, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 11h01

BRASÍLIA - O candidato ao governo do Distrito Federal Jofran Frejat (PR) votou por volta das 10h30 deste domingo, 26, em Brasília e declarou que espera "empatar nos votos e vencer por idade", em uma referência à legislação eleitoral, que prevê como critério de desempate a idade dos candidatos. Com 77 anos e em segundo lugar nas pesquisas, Frejat é quase 30 anos mais velho do que seu rival, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Questionado sobre seu voto para presidente da República, Frejat não pestanejou. "Votei no Aécio Neves, porque, diferentemente de alguns que mudam de voto, eu não mudo." Ele citou o caso de Rollemberg, que anunciou voto em Aécio (PSDB), mas afirmou que sua esposa vota em Dilma Rousseff (PT).

Nas últimas pesquisas divulgadas neste sábado, 25, no Distrito Federal pelo Ibope e pelo Datafolha, Frejat aparecia com 45% dos votos válidos, ante 55% de Rodrigo Rollemberg (PSB).

Frejat fez do "ônibus com tarifa a R$ 1" sua principal bandeira eleitoral. Apelidada de "tarifa Frejat", a bandeira fez o candidato subir nas intenções de voto segundo as pesquisas Ibope e Datafolha. 

Com grande carência de transporte público coletivo, em especial nas cidades satélites - que ficam no entorno de Brasília -, os eleitores passaram a cobrar também do favorito, Rodrigo Rollemberg (PSB), promessas para a área.

"A tarifa de R$ 1 não é cara. Até hoje em Brasília e no Distrito Federal como um todo há ônibus circulando de graça, não há? Então, um real não é impossível. Do jeito que está é que não dá mais", afirmou Frejat.

O candidato deixou o colégio no bairro Lago Sul, de classe alta em Brasília, onde votou e foi acompanhar sua candidata a vice, Flávia Arruda, esposa de José Roberto Arruda, que teve sua candidatura ao DF cassada pela justiça eleitoral. Em 2010, Arruda foi preso quando era governador do Distrito Federal.

À tarde, Frejat afirmou que deve ir ao comitê de seu partido, o PR, para acompanhar a apuração dos votos. 

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