Freixo faz comício por segundo turno no Rio

Sob chuva, candidato do PSOL critica Paes, que tem 54% nas pesquisas, e afirma que, se eleito, governará 'sem empreiteiras e empresas de ônibus'

ALFREDO JUNQUEIRA / RIO , O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2012 | 03h05

Em comício que lotou a praça diante dos Arcos da Lapa, no centro do Rio, o candidato do PSOL à Prefeitura. , Marcelo Freixo (PSOL), fez fortes críticas ao prefeito Eduardo Paes (PMDB), seu adversário na disputa, e ao governador Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Acompanhado de Caetano Veloso e de lideranças nacionais do PSOL, Freixo arrancou aplausos ao discursar que não se submeteria aos interesses da empreiteiras e dos empresários de ônibus do Rio, caso seja eleito.

Organizadores calculam que entre 10 mil e 12 mil pessoas, na maioria jovens ou pessoas sem preferência partidária, estavam presentes, apesar da chuva forte que caiu durante o ato. Muitos carregavam faixas e cantavam músicas pedindo segundo turno. Se as eleições fossem hoje, de acordo com as últimas pesquisas, Paes ganharia no primeiro turno com 54%, segundo o Instituto Datafolha. Freixo apareceu em segundo com 18%.

"Essa campanha já entrou para história do Rio. Sabemos que enfrentamos 20 partidos, as empreiteiras e os interesses dos empresários de ônibus", discursou Freixo. "O Rio merece o segundo turno. O próximo prefeito não será um funcionário de empreiteira. Nós queremos Olimpíadas e Copa do Mundo, mas uma cidade que é boa para os grandes eventos tem que ser boa também para quem mora aqui", afirmou. O candidato do PSOL questionou os políticos e partidos aliados a Paes e chegou a questionar a sobrevivência da Câmara Municipal, caso seja eleito.

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