Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'França faz um bom governo, mas vou votar no João', diz Alckmin

Presidenciável tucano elogia atual governador, que foi seu vice, mas afirma que Doria é seu candidato no Estado nas eleições 2018

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2018 | 23h11

TAUBATÉ - O ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, disse que seu ex-vice e sucessor no governo paulista, Márcio França (PSB), faz uma boa gestão, mas não terá seu voto. “Eu vou votar no João Doria, que é do meu partido”, afirmou, em Taubaté, depois de ter participado de evento com apoiadores ao lado do candidato ao governo de São Paulo. “O João Doria é o candidato do PSDB, nosso candidato, e vai fazer uma boa campanha. O Márcio França assumiu o nosso governo e está dando continuidade. Foi nosso vice e está fazendo um bom trabalho”, afirmou.

Respondendo a perguntas de jornalistas, Alckmin disse que não haverá conflitos durante a campanha. “Alguns partidos que estão com o PSDB e apoiam o Doria vão fazer campanha para o Doria, enquanto outros que não estão na nossa coligação vão apoiar o Márcio França”, disse. Questionado em qual dos dois irá votar, Alckmin não titubeou. “Eu vou votar no João, que é do meu partido.” 

O candidato tucano a presidente minimizou a dianteira do líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL). “A campanha vai começar para valer a partir de 31 de agosto, com a entrada no rádio e na televisão. Naturalmente vamos ter um crescimento expressivo em São Paulo e no país.”

Alckmin elegeu a saúde, a segurança pública e o combate ao desemprego, através da retomada no desenvolvimento econômico, como temas principais da campanha. “Não é possível ter deficit primário pelo sexto ano. Vamos rever incentivos e fazer um grande esforço para reduzir a despesa. A economia mundial vive um bom momento e o Brasil ficou para trás.” Na segurança, lembrou que os indicadores de criminalidade em São Paulo são os menores do Brasil e vai criar uma Guarda Nacional. Sobre serem temas óbvios, ele disse que a campanha é curta. “Falta pouco mais de um mês.”

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