Força eleitoral do petista em SP anima partido

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, comemorou ontem a informação de que o número de eleitores paulistanos dispostos a votar no candidato a prefeito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é maior do que os que votariam no candidato do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

FERNANDO GALLO, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2011 | 03h05

"Na capital é algo novo em relação à eleição passada, na qual o Alckmin tinha muito mais influência na decisão do voto do que o Lula. Se você verificar, a influencia do Alckmin no voto é quase equivalente àqueles que não votariam sabendo que ele apoia", afirmou Falcão.

O presidente petista se referia a pesquisa Datafolha, divulgada no domingo, que mostrou que 48% dos eleitores estariam dispostos a votar no indicado por Lula. "Outro dado importante é a rejeição elevada do candidato que potencialmente aparece com mais chance no PSDB, que é o (José) Serra." A pesquisa apontou o ex-governador tucano com índice de rejeição de 35%.

Falcão sustentou que vai tratar de alianças políticas com outros partidos a partir da segunda quinzena de janeiro. "Dia 15 de janeiro é a data limite para que os nossos diretórios apresentem a intenção ou não de apoiar candidatos de outros partidos. É com esse quadro em mãos que vou dialogar", informou.

Ele ainda disse duvidar da necessidade de negociações verticais para fixar eventuais alianças. "É muito difícil, mas certamente vamos ter muitas parcerias com o PSB, com o PMDB. E muitas vezes você pode fazer avaliação de possibilidade de um e de outro e aí fazer composições."

Minas. O presidente do PT defendeu o apoio à candidatura de Márcio Lacerda (PSB), em Belo Horizonte, mas atrelou a decisão à campanha nacional de 2014. "Sou favorável a manter a composição, com uma participação maior do PT em áreas estratégicas da administração, com a nossa apresentação no programa de TV e com o compromisso, que o prefeito já manifestou, que em 2014 ele vai seguir a orientação do PSB na eleição nacional."

Falcão voltou a afirmar que o PT pretende filiar 1 milhão de pessoas até o fim de 2013. Atualmente, o partido tem 1,5 milhão de filiados. "Temos uma simpatia nacional elevadíssima e temos que transformar essa simpatia em participação."

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