'Foram parcas informações', diz secretaria

A Secretaria Municipal da Saúde enviou ontem uma nota oficial na qual afirma ter divulgado apenas "parcas informações" a respeito de José Machado. Segundo a pasta, os dados foram repassados para "esclarecer a cronologia dos fatos e a verdadeira razão do tratamento (de saúde)" de Machado. A nota afirma ainda que "alguns veículos de imprensa transformaram (o caso) em 'quebra de sigilo médico'".

O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h04

A divulgação dos dados de Machado foi feita pela secretaria após ela ser questionada pelo Estado sobre o programa de Haddad e como forma de questionar as declarações do caminhoneiro. Assim que foi questionada, a assessoria de imprensa da pasta informou que já havia levantado as informações do prontuário dele e que as repassaria ao Estado.

A pasta deu informações sobre o prontuário de saúde do caminhoneiro até de 2007. Informou dados sobre atendimentos, citou datas de internações e relatou hipóteses descritas no prontuário pelos médicos. Descreveu ainda prováveis doenças nos olhos esquerdo e direito do paciente.

Ainda de acordo com as informações divulgadas pela pasta, o caminhoneiro já havia passado por uma operação entre 2006 e 2007 para a retirar um pterídio no olho direito - crescimento de tecido sobre a córnea. Ele também teria um problema no olho esquerdo chamado ambliopia - diminuição da visão.

As informações do prontuário divulgadas apontam que ele fez uma consulta em 21 de setembro de 2011 na UBS de Guaianazes. Menos de um mês depois, no dia 13 de outubro, foi feita consulta no ambulatório de especialidades Jardim São Carlos. No dia 13 de janeiro, teve consulta no Cema, hospital de especialidades conveniado à Prefeitura. Machado teria uma cirurgia no dia 17 do mesmo mês. Foram feitos, então, exames para aprofundar o caso, que teria se prolongado até abril. Segundo a secretaria, teria ficado pendente exame chamado UBM, Biometria Ultrassônica, que não é coberto pelo SUS.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.