Fora do Nordeste, Campos é 'nanico'

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem o dobro de potencial de voto no Nordeste, segundo a sondagem do Ibope. Em todo o País, 10% disseram que poderiam votar ou votariam com certeza no governador de Pernambuco. Já no Nordeste, foram 21%. Sua taxa de rejeição também é menor na região.

O Estado de S.Paulo

23 de março de 2013 | 02h06

Em todos os cenários pesquisados, Campos foi pouco lembrado fora do Nordeste. Em uma possível disputa entre Dilma Rousseff, Aécio Neves, Marina Silva e Campos, o líder do PSB seria escolhido por 9% dos entrevistados no Nordeste e por 1% ou menos no restante do País. No geral, ele ficou com 3% de intenção de voto. A maior beneficiada com a saída de Campos da corrida pela sucessão seria a presidente Dilma, que ficaria com seis entre dez dos votos declarados no governador.

Joaquim Barbosa teve 3% das intenções de voto no cenário com sete candidatos. Entre a camada mais rica e mais escolarizada ele se saiu melhor. Chegou a 7% entre as pessoas com ensino superior e a 14% na faixa com renda familiar acima de 10 salários mínimos. O presidente do STF, que ganhou projeção nacional durante o julgamento do mensalão, é pouco conhecido por 43% dos entrevistados. Seu potencial de voto é de 17% e sua taxa de rejeição é de 34%.

Fernando Gabeira, sondado para concorrer à Presidência pelo partido Verde, teve 1% de intenção de voto no cenário com sete candidatos. O ex-deputado federal tem potencial de voto de menos de 10% e alta de rejeição - de 42%, menor apenas que a de José Serra. No Sudeste, sua taxa de rejeição foi ainda maior, 45%. Gabeira foi derrotado na disputa a prefeito do Rio de Janeiro em 2008 e na de governador do Estado em 2010. /J.R.T. e D.B.

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