DIDA SAMPAIO/Estadão
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'Fomos o único governo que teve pessoas condenadas', afirma Dilma

Presidente diz que seu governo não joga corrupção 'para debaixo do tapete' e que não houve tentativa de interromper julgamento do mensalão

Ricardo Della Coletta e Ricardo Brito, Agência Estado

28 de julho de 2014 | 18h08

 Brasília - Em sabatina realizada nesta tarde, a presidente Dilma Rousseff foi dura ao declarar que não concorda com as afirmações de que seu governo joga a corrupção para "debaixo do tapete" e disse que "fomos o único governo que teve pessoas condenadas", numa referência ao julgamento do mensalão.

Questionada sobre o processo, que levou à condenação vários membros de seu partido, como o ex-presidente do PT, José Genoino, e o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, Dilma afirmou que não se manifestaria sobre o caso. Ela reiterou ainda que não houve nenhum processo para interromper o julgamento no Supremo.

Mesmo tendo prestado depoimento a favor do ex-ministro José Dirceu durante a fase de instrução do processo, Dilma disse que não iria se manifestar. "Como presidente da República, não me manifesto sobre processos julgados pelo Supremo Tribunal Federal", afirmou, ao destacar que, quando falou sobre Dirceu, era ministra de Estado.

A presidente aproveitou para citar ainda uma série de iniciativas tomadas pelo governo para investigar fatos suspeitos e frisou que melhorar as instituições é essencial para combater a corrupção. "Não tolero nem compactuo com corrupção", disse.

A presidente disse que o presidente do PDT, Carlos Lupi, deixou o governo para se defender. Em 2011, Lupi saiu do Ministério do Trabalho alvejado por suspeitas de irregularidades na pasta.

Dilma participou de uma sabatina por Folha, UOL, SBT e rádio Jovem Pan. A entrevista ocorreu no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República em Brasília. 

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