Valmar Hupsel Filho
Valmar Hupsel Filho

Folhetos com oferta de cesta básica alimentam troca de acusações entre candidatos de Mauá

Cartão orientava o felizardo a recolher o 'prêmio' no endereço onde funciona o comitê central do candidato do PSB à prefeitura, Átila Jacomussi

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2016 | 22h21

As ruas do centro da cidade de Mauá, na Grande São Paulo, amanheceram neste sábado, 29, salpicadas de folhetos com os seguintes dizeres: "Parabéns, você ganhou uma cesta básica". O cartão orientava o felizardo a recolher o "prêmio" no endereço onde funciona o comitê central do candidato do PSB à prefeitura, Átila Jacomussi, mediante a apresentação do RG e título de eleitor.

Apócrifos, os folhetos que indicam a prática do crime eleitoral de compra de votos alimentaram a troca de acusações entre Jacomussi e o candidato à reeleição, Donisete Braga (PT) que vem acontecendo desde o início do segundo turno. Durante a campanha, a equipe de Jacomussi elaborou diversas peças publicitárias para acusar, nas redes sociais, o candidato do PT de jogo sujo. Jacomussi acusa Donisete de ser o verdadeiro autor dos folhetos mas o petista nega e rebate a acusação.

"Infelizmente o PT de Mauá mais uma vez faz a campanha suja que tem feito desde o primeiro turno. Agora chegou ao limite ao usar da carência e da inocência das pessoas. O senhor Donisete Braga espalhou folhetos tentando sujar nossa campanha", acusou Jacomussi.

Assessores do candidato do PSB afirmam que algumas pessoas foram ao comitê neste sábado e tentaram receber a cesta básica. A reportagem esteve no local na tarde deste sábado, por volta das 16h30. Permaneceu por cerca de meia hora na porta e circulou pelo local e não testemunhou movimento algum de entrega de cestas básicas.

Jacomussi entrou com uma representação na Justiça eleitoral e registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o candidato do PT. "O candidato desconhece a autoria dos folhetos e nega as acusações", disse o coordenador jurídico da campanha de Donisete,  Bruno Brusso de Queiroz. Ele afirmou que a campanha também registrou um boletim de ocorrência da Polícia Civil e uma representação na Justiça Eleitoral, com  pedido de liminar para suspender as propagandas negativas nas redes sociais. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.