Fogaça e Manuela travam polêmica sobre segurança

Tratada com destaque desde os primeiros debates, a segurança pública causou um desencontro de informações na publicidade eleitoral gratuita entre os candidatos a prefeito de Porto Alegre. O prefeito licenciado José Fogaça (PMDB), candidato à reeleição, obteve direito de resposta para contestar dados divulgados pela candidata Manuela D´Ávila (PC do B) sobre a operação de câmeras de vigilância.Conforme a publicidade eleitoral gratuita de Manuela, apenas 19 de 60 câmeras existentes serviriam à vigilância. De acordo com o secretário de Direitos Humanos e Segurança Urbana da prefeitura, Marco Antônio Seadi, a capital gaúcha não tem 60 câmeras, mas dez em atividade que não estão sob responsabilidade do Poder Executivo municipal, pois foram doadas ao governo do Rio Grande do Sul e são monitoradas pela Brigada Militar, em troca de cursos de treinamento à Guarda Municipal."Ela (Manuela) está sonhando", rebateu. "É uma pena que não tenham informação verdadeira", afirmou, lembrando que a capital teve aprovado pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) um projeto para receber 25 aparelhos de vigilância do governo federal, que serão usados pela Guarda Municipal."Enviamos à Justiça Eleitoral o endereço delas (câmeras)", respondeu o coordenador-geral de programa da candidata do PC do B a prefeito de Porto Alegre, Fernando Niedersberg, citando que esses dados são do fim de julho e considerando encerrada a polêmica. Embora tenha atribuições limitadas, quase todos os candidatos concordam em reforçar a Guarda Municipal, com pessoal e equipamentos. A candidata Maria do Rosário (PT) prevê a atuação da Guarda em escolas, postos de saúde e parques e pretende ampliar o efetivo.Sem falar em números, um dos coordenadores de programa, Ramaís de Castro, disse que a contratação deve ser suficiente para atender a todos estes locais. Niedersberg defendeu a colocação dos guardas em parques e praças e afirmou que 20% deles realizam atividades administrativas, enquanto poderiam estar nas ruas.A capital tem 572 guardas municipais, dos quais apenas 150 têm licença para portar arma de fogo. O secretário de Direitos Humanos e Segurança Urbana da prefeitura considera necessário contratar, no mínimo, de 150 a 200 guardas para ampliar, segundo ele, o atendimento em colégios, parques e praças. Enquanto os candidatos debatem a localização e as funções da Guarda, a administração municipal inaugurou esta semana uma central de controle do trânsito, com 13 câmeras em 12 pontos da cidade. "É uma iniciativa eleitoreira", criticou Castro, afirmando que os equipamentos devem ter função múltipla para servir também à segurança, socorro médico e assistência social.PesquisaEm pesquisa Datafolha divulgada sexta-feira, realizada entre quarta e quinta-feira, a briga pelo segundo lugar mostra Rosário e Manuela empatadas com 18% e Fogaça liderando, com 33%. Luciana Genro (PSOL) recebeu 7%, Onyx Lorenzoni (DEM), 5%, Nélson Marchezan Júnior, 3%, e Vera Guasso (PSTU), 1%. Carlos Gomes não pontuou. A pesquisa foi registrada sob o número 73/2008 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

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