Finanças do RS ficam no centro de mais um debate na televisão

Ana Amélia (PP) e Vieira da Cunha (PDT) admitiram que sem renegociação da dívida Estado terá dificuldades para fazer investimentos

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 00h12

PORTO ALEGRE - A situação financeira do Rio Grande do Sul foi de novo o principal tema abordado pelos candidatos ao governo do Estado durante debate na TV Record na noite desta sexta-feira. A senadora Ana Amélia Lemos (PP) e o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) admitiram que sem renegociação da dívida de R$ 50 bilhões com a União, o Estado terá dificuldades para fazer investimentos. O governador Tarso Genro (PT), que defendeu tese semelhante como condição para concorrer à reeleição, insistiu que há um acordo para o Senado aprovar a mudança da alíquota de correção do valor em novembro, prevendo que isso reduzirá R$ 15 bilhões do custo da dívida. Vieira da Cunha acusou o governo estadual de não questionar a dívida na Justiça e prometeu que fará isso para obter redução do valor.

Provocada por Tarso, Ana Amélia disse que manterá o sistema de controle montado na atual gestão para evitar corrupção, mas aproveitou a resposta que dava ao governador para voltar ao tema da dívida e lembrou que, além dos R$ 50 bilhões para a União, o Estado deve repor R$ 6 bilhões sacados de depósitos judiciais. O governador reiterou que, graças à renegociação da alíquota da dívida, o Estado poderá reforçar investimentos em segurança, saúde, educação e salários, que considerou "vitais para o Estado funcionar".

O candidato do PRTB, Edison Estivalete, disse duvidar do acordo de Tarso com o governo federal. "Jogaram a decisão para novembro para não sair", desdenhou. Roberto Robaina, do PSOL, propôs "investigação" da dívida e suspensão do pagamento. Humberto Carvalho (PCB) defendeu mobilização popular para "acabar com a sangria" que o governo federal faz dos Estados.

O ex-prefeito de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), reclamou do governo federal, do mesmo partido de Tarso, afirmando que teve 12 anos para fazer reformas e não fez nenhuma delas, nem mesmo a tributária. 

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