Fim da reeleição divide deputados na Câmara

O fim da reeleição é uma tese que divide os partidos e sobre a qual muitos ainda não têm opinião formada, mostrou um levantamento feito pelo Estado com líderes das principais bancadas da Câmara e do Senado.

O Estado de S.Paulo

30 Junho 2013 | 02h08

Na Câmara, houve empate entre os que votaram contra a reeleição, a favor e entre os que ainda não têm opinião a respeito. O líder do PSD, Eduardo Sciarra (PR), por exemplo, diz que esse tema ainda não foi discutido formalmente, mas que a maioria da bancada é a favor de manter o direito do candidato à reeleição. "Mandato de quatro anos é um mandato curto para não permitir a reeleição", disse. Se não houver mais reeleição, diz ele, será preciso aumentar o mandato para cinco ou seis anos.

No Senado, a opção contra a reeleição foi defendida pela maioria. Até mesmo o líder do PT na Casa, Wellington Dias (PI), defendeu o fim da reeleição: "Unificação das eleições, mandato de 5 anos, sem reeleição", disse, referindo-se às propostas da bancada. Mas admitiu que "há divergência interna" sobre o assunto.

Colocar o fim da reeleição em debate foi o preço cobrado pela base aliada do governo Dilma para apoiar a ideia do plebiscito sobre a reforma política por ela lançada no meio da semana. A medida, no entanto, passaria a valer somente em 2018, já que Dilma deve concorrer à reeleição no ano que vem.

O assunto voltou à pauta política depois de o Estado revelar, em abril, que o senador e provável candidato à Presidência da República pelo PSDB em 2014, Aécio Neves (MG), estava elaborando um projeto para extinguir a reeleição presidencial, de governadores e prefeitos. A reeleição foi aprovada em 1997, durante a gestão presidencial do também tucano Fernando Henrique Cardoso. / BRENO PIRES, ISADORA PERON, LILIAN VENTURINI e VALMAR HUPSEL FILHO

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