Flávio Bolsonaro / Divulgação
Flávio Bolsonaro / Divulgação

Filho diz que Jair Bolsonaro 'consegue falar, mas ainda está baqueado'

Segundo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), transferência do presidenciável será avaliada sem pressa nesta manhã

Marcio Dolzan / Juiz de Fora, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2018 | 01h43
Atualizado 07 Setembro 2018 | 04h08

O deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro (PSL), filho de Jair Bolsonaro, disse no início da madrugada desta sexta-feira, 7, que o presidenciável "consegue falar, mas ainda está um pouco baqueado por conta da cirurgia". Segundo o parlamentar, seu pai está se recuperando bem do ataque à faca sofrido na tarde de quinta e sua transferência para a capital paulista ou Rio de Janeiro será avaliada sem pressa. Mais cedo, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) afirmou que o pai está "mais forte do que nunca".

"Ele está estável. Consegue falar já, mas você ainda percebe que ele está um pouco baqueado por conta da cirurgia", disse Eduardo, logo após visitar o pai na Santa Casa de Juiz de Fora, onde Jair Bolsonaro foi operado e se recupera em uma ala da UTI. Ele está melhorando, e acredito que o quadro esteja mais pra melhor do que pra pior"

O parlamentar falou rapidamente na saída do hospital. Segundo ele, uma transferência de seu pai para algum hospital do Rio ou de São Paulo vai ser avaliada sem pressa. Segundo Eduardo, não há urgência em levar o presidenciável - que sofreu perfurações no intestino após um ataque à faca - para outra unidade hospitalar.

"Está dependendo de avaliações médicas. Em princípio a gente não quer mexer muito nele. Se o quadro continuar estável não há necessidade de uma remoção de emergência. Estamos deixando nas mãos dos médicos (para avaliar se) precisa 48 horas, 72 horas, uma semana, pra depois ver para onde ele vai", considerou o parlamentar.

Apesar disso, Eduardo Bolsonaro afirmou que seu pai ainda requer cuidados. "Ele fala com uma certa dificuldade, bem pálido, perdeu muito sangue. Não está 100% fora (de perigo), mas eles (médicos) falam que se manter como está ele não morre. Não tem risco de morte iminente, mas tem que acompanhar."

 

'Mais forte do que nunca'

Mais cedo, o deputado estadual pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro afirmou que o presidenciável "está mais forte do que nunca, está consciente, conversando, bem humorado como sempre."

Antes de ir embora, Flavio Bolsonaro, que concorre ao Senado, ainda declarou que o atentado dessa quinta-feira significou a vitória de seu pai no pleito presidencial do próximo mês.

"Só um recado pra esses bandidos que tentaram arruinar a vida de um pai de família,  de um cara que é esperança de milhões de brasileiros: vocês acabaram de eleger o presidente. Vai ser no primeiro turno", comentou.

 

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