Luis Macedo/ Câmara dos Deputados
Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

Filho de Kátia Abreu é eleito o senador mais jovem da história

Irajá Abreu, de 35 anos, foi deputado federal por dois mandatos e ficou em segundo na disputa pelo Senado em Tocantins

Paulo Beraldo, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 23h40

O deputado federal Irajá Abreu (PSD), filho da senadora Kátia Abreu (PDT), foi eleito neste domingo, 7, o senador mais jovem da história do Brasil. Aos 35 anos, a idade mínima prevista pela Constituição para exercer o cargo, Irajá obteve o segundo lugar, com 16,82% dos votos válidos – ele foi escolhido por 214.355 eleitores. Além dele, Eduardo Gomes (SD) se elegeu, com 248.358 votos – 19,48% dos válidos. Eles deixaram para trás dois candidatos à reeleição – Ataídes Oliveira (PSDB) e Vicentinho (PR).

Também é a primeira vez na história do País que um filho trabalhará ao lado da mãe no Senado. Irajá disse ao Estado que é uma “honra” ter sido eleito o mais novo senador da história. “Isso de ser mãe e filho é só uma curiosidade. Tenho que mostrar é serviço”, afirmou. Durante a campanha, ele comentou que visitou os 139 municípios do Estado e credita a vitória a esse trabalho.  Irajá afirmou que deseja ser um senador “municipalista” e que sua bandeira será tentar estar o máximo possível nos municípios.

“Foi esse trabalho que me deu a projeção durante oito anos como deputado. Então, pretendo manter essa linha”, afirmou ele, que é formado em publicidade e propaganda e também atua como produtor rural.  

Questionada sobre a eleição do filho, Kátia disse que, num momento de descrédito do segmento político, é um feito a ser comemorado. “Só tenho que agradecer a Deus e ao povo de Tocantins pela eleição do filho de uma senadora em mandato que teve dificuldades, que tentou ser governadora nas eleições suplementares do ano passado e não conseguiu. É bondade do povo de Tocantins”, afirmou.

Kátia voltou à Palmas pela primeira vez neste domingo após 35 dias – ela estava em campanha como vice na chapa de Ciro Gomes à Presidência, que ficou em terceiro. Sobre a disputa presidencial, que ficou entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno, a senadora disse que cabe aceitar o resultado. “Se as urnas decidiram, só nos resta respeitar, lamentar interiormente e aceitar humildemente. Só assim vamos valorizar a democracia”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.