Josemar Gonçalvez/Estadão
Josemar Gonçalvez/Estadão

Ficha Limpa muda eleição em Brasília pela 2ª vez

Barrado pela Justiça, Arruda desiste da candidatura, assim como Roriz, em 2010, e abre espaço para opositores

Fábio Brandt, O Estado de S. Paulo

04 de outubro de 2014 | 22h21

BRASÍLIA - Palco dos mais graves escândalos políticos da história recente do País, a capital federal tem suas eleições locais condicionadas pelas denúncias de corrupção. Candidatos com grandes chances de ganhar o governo do Distrito Federal neste ano e em 2010 tiveram de abandonar a disputa por causa de casos de “malfeitos”. A Lei da Ficha Limpa virou a protagonista das eleições no Distrito Federal.

Os casos de José Roberto Arruda, em 2014, e de Joaquim Roriz, em 2010, estão vinculados à Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de quem foi condenado em segunda instância, teve as contas de gestor público rejeitadas ou renunciaram a mandato para evitar a cassação. 


Filiado ao PR, Arruda anunciou sua saída da disputa no dia de 13 de setembro, quando era líder isolado das pesquisas.

Dois dias antes, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia confirmado que ele seria ficha-suja, nos termos da lei. Arruda fora condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal por seu envolvimento no escândalo do mensalão do DEM, esquema de compra de apoio político. 

Mesmo podendo entrar com recurso, Arruda não quis arriscar e promoveu seu vice, Jofran Frejat (PR), à vaga de candidato. Sua mulher, Flávia Peres (PR), tornou-se vice.

O caso é semelhante ao de 2010. Na ocasião, a Justiça ainda não havia confirmado se a Lei da Ficha Limpa valeria para aquelas eleições. Joaquim Roriz, então filiado ao PSC, havia sido barrado pelo TSE porque, em 2007, tinha renunciado ao mandato de senador.

O mesmo Jofran Frejat era vice de Roriz em 2010. Mas naquele ano a “candidata substituta” foi Weslian, mulher de Roriz. Estreante na política, ela usou a imagem do marido para passar ao 2.º turno contra o então oposicionista Agnelo Queiroz (PT), que saiu vencedor.

A renúncia de Arruda deu nova configuração à atual disputa. Os principais concorrentes agora são Rodrigo Rollemberg (PSB), líder das pesquisas, Agnelo, candidato à reeleição, e Frejat, substituto de Arruda. 

Votos válidos

42% é o índice de intenção de votos do candidato ao governo do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB), segundo a mais recente pesquisa Ibope

29% é o índice de intenção de votos do candidato Jofran Frejat (PR), de acordo com o levantamento

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