FHC e DEM avaliam que Alckmin apoiará Kassab num 2º turno

Conclusão é de que, caso Alckmin assuma uma posição radical, ficará isolado sem apoio de José Serra

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2008 | 17h33

Na avaliação feita na última segunda-feira entre a cúpula do DEM e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi afastada a hipótese de o candidato tucano  Geraldo Alckmin deixar de apoiar Gilberto Kassab, se o prefeito da capital for disputar o segundo turno com a petista Marta Suplicy. A conclusão é de que, caso Alckmin assuma uma posição radical, ficará isolado, mesmo porque o governador José Serra, a grande liderança do PSDB paulista, estará à frente da decisão pró-Kassab do partido.  Veja também:Enquete: Quem ganha com a briga dos dois?  Perfil dos candidatos de SP  Especial: A conturbada aliança entre PSDB e DEM Eu prometo: Veja as promessas de campanha dos candidatos Contra Marta, PSDB admite apoiar Kassab no 2º turno    Alckmin e Kassab polarizam debate por 2º turno com Marta Blog: Leia os principais pontos do debate na Rede Record  Galeria de fotos dos candidatos no debate  Ibope: Confira os números da pesquisa  Análise: Marqueteiro aponta polarização na reta final da disputa em São Paulo   "Se for derrotado, Alckmin deixa de ser personagem", observou um político do DEM. Na reunião, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que também participou da conversa, lembrou que, caso vá para a disputa do segundo turno, Kassab será o grande vitorioso da eleição. O prefeito de São Paulo iniciou a campanha em baixa e foi crescendo, enquanto Alckmin, até agora, entrou em curva decrescente. "Kassab entraria na campanha com ânimo renovado", comentou Heráclito. Fernando Henrique, segundo participantes do encontro, mostrou-se preocupado com a divisão no PSDB e a disputa no segundo turno em São Paulo. Por isso, prometeu ajudar para costurar um acordo entre os dois partidos, independentemente do resultado da votação do próximo domingo. A expectativa do DEM é de que Kassab chegará ao segundo turno com 28% e Alckmin com 18%. Além de Fernando Henrique, outros políticos do PSDB e do DEM - ligados a Alckmin - se prontificaram a ajudar em nome do acordo do segundo turno.

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