FHC defende 'banho de povo' para partido

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que o PSDB precisa de um "banho de povo". "Andei muito com o (governador Franco) Montoro por São Paulo e pelo Brasil. Montoro falava pouco e direto: 1, 2, 3. A nossa mensagem tem que ser simples, tem que ser direta e pegar na população. O PSDB precisa de um banho de povo. Precisamos do povo. Temos que ouvir o povo", afirmou o tucano, que criticou o governo Dilma Rousseff.

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2013 | 02h04

"Sabemos governar. Sabemos muito mais que essa gente. Já fizemos muito pelo País, eles não", disse ontem FHC, que também negou que o PSDB fosse um partido de "ricos". "Quem dá dinheiro para banqueiro sem parar são eles", declarou o ex-presidente em seminário na sede do PSDB paulista, durante o qual o senador Aécio Neves (MG), o principal convidado do evento, foi recebido como presidenciável.

"Brasil, urgente, Aécio presidente", gritavam tucanos - entre os quais 25 deputados federais e uma claque que veio de Minas. "Aécio, São Paulo está com você", registrava uma das faixas.

FHC é o principal avalista da candidatura de Aécio a presidente da República e trabalha nos bastidores pela unidade do partido em torno do senador. Ontem, chegou ao evento ao lado de Aécio, defendeu a renovação partidária e falou sobre a necessidade de entregar o comando do partido para uma nova liderança.

O ex-presidente comentou a ausência do ex-governador José Serra, que trava um embate interno com o grupo de Aécio. "O nosso companheiro foi a Princeton (universidade dos EUA) porque há muito tempo estava marcada uma homenagem ao (economista) Albert Hirschman, que era uma pessoa muito ligada a nós. E é por isso que o Serra está lá. De alguma maneira, eu me sinto representado por ele lá e espero que ele se sinta representado por mim aqui", disse FHC.

"Aécio Neves vai nos levar à condução do partido, de tal maneira que esse partido se sinta um só. Nós não podemos perder ninguém", disse o ex-presidente sem citar os boatos sobre uma eventual saída de Serra do PSDB.

Apesar de criticar a antecipação da campanha, Aécio falou como presidenciável. "O PSDB não tem sequer o direito de se negar a apresentar ao Brasil uma alternativa a esse modelo de governo que aí está, seja do ponto de vista ético, da eficiência, seja do ponto de vista de uma visão mais moderna de País", disse o senador.

Depois de ter sua candidatura a presidente do PSDB chancelada pelo governador Geraldo Alckmin, Aécio falou em percorrer o País. "Cada um de nós, e não apenas eu, vamos não fazer as malas, mas sim colocar uma mochila nas costas e andar por cada canto deste Brasil." / I.P., J.D. e T.A.

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