Gilberto Amendola; eleições 2018
Gilberto Amendola; eleições 2018

Fernando Haddad sinaliza possibilidade de diálogo com o PSDB após as eleições 2018

Candidato do PT à Presidência da República, ele participou de caminhada na região da Avenida Paulista na tarde deste domingo

Gilberto Amendola e Ana Carolina Neira, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2018 | 17h54

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, participou de caminhada na região da Avenida Paulista na tarde deste domingo, 16, em São Paulo. Durante uma conversa com jornalistas, ele sinalizou possibilidade de diálogo com o PSDB depois das eleições 2018. "A autocrítica do PSDB é muito importante e constrói possibilidade de diálogo depois das eleições", afirmou o petista.

Ele refere-se a entrevista concedida ao Estado, publicada na última quinta-feira, em que o senador Tasso Jereissati, ex-presidente nacional do PSDB e presidente do Instituto Teotônio Vilela, avaliou a trajetória do PSDB nos últimos anos. "O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral (...) O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer", disse.

Durante entrevista ao Jornal Nacional na sexta-feira, 14, Haddad também se referiu à entrevista do ex-presidente do PSDB ao Estado na qual o tucano diz que o partido errou ao votar “contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT."

Em resposta, Jereissati criticou o uso de suas declarações. “Haddad usou uma reflexão honesta para fazer proselitismo político”, disse Tasso.

Indulto para Lula

No sábado, 15, o governador mineiro e candidato à reeleição Fernando Pimentel (PT) afirmou a líderes políticos e simpatizantes que tem certeza de que, se eleito presidente da República, Haddad irá assinar em seu primeiro dia de governo um indulto para o ex-presidente Lula, condenado e preso na Operação Lava Jato. Questionado sobre essa possibilidade, o candidato do PT à Presidência desconversou.

"O presidente Lula, na ocasião do registro de sua candidatura, pediu que seu processo fosse julgado com parcialidade, como pediu o comitê da Organização das Nações Unidas. Se estão pedindo, deve ter alguma razão", disse Haddad na Avenida Paulista.

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